"Mística e ambição". Tomás Podstawski tem a certeza de que André Silva "encaixa" no Dragão

"Mística e ambição". Tomás Podstawski tem a certeza de que André Silva "encaixa" no Dragão

  • 02/06/2026 08:45
  • Redação

"Será sempre um passo em frente na carreira dele, num espaço competitivo onde ele estava agora, não tanto pela Liga, mas sim pelo clube e por aquilo que ele pode fazer também nas competições europeias, porque jogar no Porto é jogar a um mais alto nível", atira Tomás Podstawski.

Em entrevista a Bola Branca, o médio formado nos azuis e brancos entende que o regresso de André Silva também seria positivo para o clube.

Com mais de 150 jogos, entre formação dos dragões e seleções jovens, ao lado de André Silva, Tomás Podstawski continuou atento à carreira do amigo e aponta para a experiência acumulada, mesmo quando "houve momentos em que gostaria de ter tido maior impacto".

"Ele já jogou em Espanha, na Alemanha, já esteve em Itália, já esteve em grandes campeonatos. O André até pode ter tido números em muitos dos clubes por onde passou e pode ter corrido bem do ponto de vista individual, mas se calhar houve momentos em que gostaria de ter tido um impacto ainda maior e, por uma ou outra situação, não ocorreu", lamenta.

Agora, a possibilidade de regressar a uma casa de onde saiu "cedo", em 2017, é também uma hipótese de ajuste de contas com um passado com "títulos por conquistar".

Com a camisola azul e branca, André Silva marcou 24 golos em 58 jogos, números suficientes para impressionaram o Milan, que desembolsou quase 40 milhões de euros pelo internacional português. O avançado não conseguiu impor-se em San Siro e, de lá para cá, passou pelo Sevilha, Eintracht Frankfurt, RB Leipzig, Real Sociedad, Werder Bremen e Elche.

Em 2018 emigrou para a Polónia, o país que lhe deu o apelido, tendo ainda tido passagens por Noruega, Israel e Chipre. Em 2024 foi "obrigado" a colocar a carreira em pausa porque "não surgiu nada no mercado que fosse interessante" depois de sair do Ruch Chorzów. Dois anos depois, surgiu a Sanjoanense e a Liga 3.

Foi bom para mim voltar a competir, a sentir também o campo. Como estive tanto tempo fora, acabei por assumir um nível competitivo ao qual não estava habituado, mas receberam-me muito bem na Sanjoanense. Pude, pelo menos, voltar a competir, mostrar que estou operacional", explica a Bola Branca.

Apesar do apreço por quem permitiu o regresso aos relvados, aos 31 anos, Tomás não esconde que quer voltar a palcos onde se habituou a competir.

  • Fonte: Rádio Renascença
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