Primeiros efeitos da greve geral: 235 comboios suprimidos até às 19h00
- 02/06/2026 11:52
- Redação
De acordo com a CP, não se realizaram 29 comboios de longo curso, 80 regionais, 23 Urbanos de Lisboa, 97 Urbanos do Porto e 6 Urbanos de Coimbra.
Para esta terça-feira, entre as 00h00 e as 16h00, os serviços mínimos previam a circulação de 25 comboios, tendo sido todos realizados.
No sábado, a CP tinha já alertado para possíveis perturbações na circulação de comboios entre hoje e quinta-feira, devido à greve geral de 3 de junho, e publicou os serviços mínimos previstos para os comboios urbanos, regionais e de longo curso.
"Por motivo de greve convocada pelos sindicatos SFRCI, SMAQ, ASCEF, ASSIFECO, FECTRANS/SNTSF, FENTCOP, SINDEFER, SINFA, SINFB, SINTTI, SIOFA, STF e SNAQ, para 03 de junho - dia de greve geral - preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte", alertou a transportadora ferroviária, num aviso publicado na sua página na internet.
A CP apontou ainda que foram definidos serviços mínimos para a circulação, que podem ser consultados no seu "site", para os comboios Alfa Pendular e Intercidades, Regional e InterRegional, Urbanos do Porto, de Coimbra e de Lisboa.
Aos clientes que já tenham bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, a CP vai permitir o reembolso total, ou troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe.
Segundo a transportadora, o reembolso ou troca podem ser efetuados em "online" para bilhetes comprados por esta via e na "app" CP, até 15 minutos antes da partida do comboio da estação de origem do cliente.
O reembolso pode ser pedido nas bilheteiras, antes ou após a data da viagem, e até 10 dias após o fim da greve, podendo também ser solicitado através do formulário "online" "Reembolso por Atraso ou Supressão", sujeito a tempos de resposta superiores.
A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.
A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.