Pacote laboral tem mais impacto no setor privado do que no público?
- 03/06/2026 03:00
- Redação
Esta quarta-feira é dia de greve geral. Um protesto convocado pela CGTP contra a proposta de reforma laboral.
No imediato, a proposta de reforma laboral do Governo AD terá consequências mais significativas no setor privado, mas também afeta parte do setor público, sobretudo trabalhadores com contratos individuais de trabalho e áreas da Administração Pública cuja lei remete para o Código do Trabalho.
A maioria dos trabalhadores não médicos em Hospitais EPE como técnicos superiores, assistentes técnicos, assistentes operacionais, técnicos de diagnóstico e terapêutica, administrativos entre outros. Muitos médicos também têm Contrato individual de Trabalho.
No ensino superior, falamos de investigadores com bolsas convertidas em contratos, docentes convidados, técnicos e administrativos.
Também os trabalhadores dos Institutos Públicos com regime de direito privado como no IPMA, INFARMED e Empresas Públicas de Transportes onde muitos trabalhadores estão em Contrato Individual de Trabalho : Metros do Porto e Lisboa, Carris e CP , por exemplo.
Estima-se que existam cerca de 100 mil trabalhadores no Estado com Contrato Individual de Trabalho (CIT).
Se o número de trabalhadores do Estado não chega a 800 mil, serão quase 700 mil trabalhadores que não serão afetados por muitas das alterações prevista na proposta de reforma laboral.
Algumas das mais polémicas, como a questão do banco de horas individual. Tal não poderá ser negociado na Função Pública, porque tem regras próprias.
As alterações ao teletrabalho, as alterações nos contratos a termo, as horas extra e o outsourcing, ou seja, contratação externa de trabalhadores. Isto não será possível na Função Pública.
Avaliação global e redistribuição de trabalhadores, alterações Revisão de carreiras e valorização salarial. Progressão baseada no desempenho.
As Novas regras para pré‑avisos de greve. As alterações nas baixas médicas emitidas por privados. Alterações ao regime de mobilidade.