CDS fala em greve "parcial" e o PS pede ao Governo para retirar o pacote laboral

CDS fala em greve "parcial" e o PS pede ao Governo para retirar o pacote laboral

  • 03/06/2026 13:43
  • Redação

Quase ao mesmo tempo em que o primeiro grupo de manifestantes estava a chegar à Assembleia da República, na sala das sessões, Paulo Núncio, do CDS, abria o debate e escolheu como tema a greve geral.

O líder parlamentar do CDS contestou a data e garantiu que esta “paralisação é parcial, mas o incómodo é geral”.

Paulo Núncio aponta outras razões para este protesto: “Esta greve não tem nada a ver com a reforma laboral. Esta greve é apenas uma tentativa de condicionar nas ruas as escolhas dos portugueses nas urnas”.

Na bancada socialista, a deputada Margarida Afonso saudou os trabalhadores em greve e deixou um pedido ao Governo para retirar o pacote laboral que para os socialistas é uma afronta aos trabalhadores.

“Ainda está a tempo de recuar nesta cruzada contra os trabalhadores e deixar cair esta afronta contra o mundo do trabalho”, disse a deputada.

O PSD preferiu saudar quem “saiu de casa de manhã para trabalhar” e o líder parlamentar Hugo Soares apontou críticas à data escolhida pela CGTP para a greve geral, na véspera de um feriado.

“Devia ter sido ontem, mas não. A greve foi na véspera do feriado, do feriado que é na quinta-feira e na véspera da eventual ponte que será a sexta-feira para muitos dos grevistas”, disse Hugo Soares.

Na resposta, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, disse ao líder parlamentar do PSD que foram os trabalhadores no passado que lutaram pela reposição do feriado que se celebra esta quinta-feira.

“Cumprimento também todos os portugueses que fizeram greve e com isso contribuíram para a reposição do feriado de amanhã, que vossas excelências retiraram durante a legislatura que governaram”, referiu.

Esta quarta-feira, o dia da greve geral foi a data escolhida para o parlamento agendar o debate do pacote laboral. Isabel Mendes Lopes, do Livre, considera que é um desrespeito pelos trabalhadores.

“Há de facto um desprezo pelas associações sindicais, pelos trabalhadores e a marcação hoje do agendamento do pacote laboral é também mais uma prova disso”, assegurou a líder parlamentar do Livre.

Duas horas depois e fora do plenário, André Ventura disse aos jornalistas que a greve teve uma adesão "que ficou aquém do que era esperado” e garantiu aos trabalhadores que o Chega não aceita estas alterações à lei laboral.

“Ficou clara a mensagem ao país que querem não mais rua nem mais greves e querem que o parlamento resolva este problema, e o Chega está determinado a resolver”, afirmou André Ventura.

As alterações ao Código do Trabalho são discutidas no Parlamento a 18 de junho.

  • Fonte: Rádio Renascença
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