Patriarca de Lisboa: “A Eucaristia é o sacramento da humildade de Deus”

Patriarca de Lisboa: “A Eucaristia é o sacramento da humildade de Deus”

  • 04/06/2026 07:59
  • Redação

O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, diz que hoje “a Igreja interrompe o ritmo habitual dos seus dias para contemplar o maior tesouro que recebeu do seu Senhor: A Santíssima Eucaristia”.

Na sua homília da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, esta manhã na Sé patriarcal, D. Rui Valério começou por afirmar que “a Eucaristia não é uma coisa. A Eucaristia é uma Pessoa”.

“A Eucaristia é o sacramento da humildade de Deus. É o amor que nunca se cansa de esperar por nós”, assinalou.

E é por isso que o patriarca defende que a Eucaristia responde “à necessidade mais profunda da humanidade contemporânea”, porque “Vivemos numa sociedade em que abundam alimentos, mas cheia de fome”. “E Deus responde a essa fome oferecendo-Se a Si próprio”, acrescentou.

Depois, D. Rui Valério sublinhou a importância da “adoração eucarística”, mas advertiu que “não existe adoração verdadeira sem caridade” e lembrou que “quem ajoelha diante do Sacrário deve saber inclinar-se diante do pobre”.

“Quem contempla Cristo presente na Hóstia consagrada deve reconhecê-l’O também no rosto do doente, do idoso esquecido, da família ferida, da pessoa abandonada, de quem perdeu a esperança. O mesmo Cristo que adoramos no altar espera por nós nos lugares da fragilidade humana. A Eucaristia ensina-nos a ver o mundo com os olhos de Deus”, reforçou.

Na parte final da sua homília, o patriarca de Lisboa fez uma referência à Procissão do Corpo de Deus e respondeu aqueles que podem perguntar: “Por que razão levamos o Santíssimo Sacramento pelas Ruas?”.

“A resposta é simples. Levamo-Lo para que a cidade se recorde de que Deus continua a caminhar connosco. Levamo-Lo para proclamar que a história humana não está abandonada”, respondeu.

D. Rui Valério diz que a “a procissão do Corpo de Deus é uma das imagens mais belas da Igreja” e reforçou a ideia de que “enquanto houver um Sacrário acesso na terra, a humanidade nunca estará órfã”.

“Por isso, ao passarmos hoje pelas ruas da cidade, Cristo não pede apenas que O acompanhemos na procissão. Pede que O levemos connosco para casa, para o trabalho, para as decisões difíceis. Porque a Eucaristia não foi dada à Igreja apenas para ser guardada nos sacrários. Foi dada para transformar o mundo através de cristãos que vivem daquilo que recebem”, rematou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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