Rui Jorge Rego: "Quer fique, quer saia, Luis Suárez colocou-se numa posição difícil"
- 04/06/2026 07:45
- Redação
"Isto, enfim, é algo que a direção não consegue controlar, mas é problemático quer fique, quer vá embora. O Suárez colocou-se numa posição difícil e será muito difícil encontrar um ponto de lança daquela qualidade", admite, em declarações a Bola Branca.
O anúncio do candidato à liderança de um dos gigantes de Istambul provocou réplicas em Lisboa e, mesmo sendo "difícil conquistar a presidência", para Rui Jorge Rego, "não deixa de haver um tema". Ainda assim, olhando para a cláusula de rescisão, confia que não haverá problemas de maior para o Sporting.
"Com 80 milhões, eu tenho a certeza que o Sporting encontrará um ou dois pontas de lança. O problema dos pontas de lança não é que não existam, é que são caros, não é? É talvez a posição mais cara do plantel. Com 80 milhões, haverá a capacidade de encontrar um jogador que, na Liga Portuguesa faça muitos golos", acredita.
Olhando para o resto do quadro, o advogado mostra alguma apreensão pelo desfile de nomes colocados à porta de saída de Alvalade. Parecendo cada vez mais certo o cenário o "fim de ciclo no meio-campo", Rui Jorge Rego não quer pensar em saídas de atletas como Francisco Trincão ou Maxi Araújo, "jogadores difíceis de substituir".
Apesar dos muitos pontos de interrogação, o antigo candidato à liderança leonina renova a confiança na direção de Frederico Varandas e não conclui que o projeto desportivo possa sair beliscado, ainda que admita estar "expectante".
Em 2018, Rui Jorge Rego concorreu à liderança do clube verde e branco, no ato eleitoral que viu Frederico Varandas merecer, pela primeira vez, a confiança dos sócios. Já há oito anos defendia que devia reinar o bom ambiente entre os "grandes" de Portugal, mas não é o que se verifica atualmente, algo que provoca muita apreensão.
"Acho que estamos a recuar no tempo e esse é um tema que me preocupa bastante, porque os presidentes têm de ter noção - e penso que se calhar não têm porque, se tivessem, não o faziam — de que acicatam as pessoas, acicatam as classes, acicatam as massas. Se tivesse responsabilidades, faria de tudo para que isto acabasse, a bem da segurança das pessoas e do produto que se pretende vender lá fora", conclui.