Zelensky escreve a Putin e propõe negociar o fim da guerra

Zelensky escreve a Putin e propõe negociar o fim da guerra

  • 04/06/2026 15:54
  • Redação

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou esta quinta-feira uma carta aberta dirigida ao Presidente russo, Vladimir Putin, na qual propõe um encontro entre os dois líderes para negociar o fim da guerra.

Na missiva, o líder ucraniano adverte que Kiev está preparada para continuar a combater caso tal não aconteça.

Zelensky afirma que a maioria dos russos está cansada dos ataques ucranianos com mísseis e drones, bem como da inflação e da escassez de combustível, considerando que existe uma crescente vontade de alcançar a paz.

"Se [Putin] não chegar pessoalmente à conclusão de que é tempo de pôr fim a esta guerra, a Ucrânia continuará a lutar pela sua existência”, escreveu o Presidente ucraniano, alertando que a continuação do conflito poderá colocar em causa a posição política de Putin.

“É um facto da história russa que conhece bem: quando a Rússia se cansa, a mudança acontece”, acrescentou.

O Kremlin já afirmou ter conhecimento da carta aberta e indicou que o seu conteúdo será posteriormente transmitido a Vladimir Putin.

A informação foi avançada por Dmitry Peskov, porta-voz de Putin, que confirmou que o Kremlin está a acompanhar a iniciativa do líder ucraniano.

Em declarações aos jornalistas no Fórum Económico Internacional, em São Petersburgo, Vladimir Putin disse que respondeu afirmativamente a um pedido do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no sentido de fazer algumas cedências para alcançar a paz.

O chefe de Estado russo admite fazer cedências, desde que a Ucrânia adote a mesma postura.

Putin declarou que a Rússia dispõe de todos os recursos necessários para alcançar os seus objetivos militares e que as suas forças continuam a avançar na Ucrânia. Alega que conquistaram 2,440 quilómetros quadrados nos últimos tempos.

Ainda assim, sublinhou que Moscovo está preparada para alcançar um acordo com a Ucrânia por via pacífica.

A União Europeia rejeita o papel de mediador no conflito, mas Vladimir Putin considera que a UE pode ajudar.

  • Fonte: Rádio Renascença
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