Bispos africanos condenam assassinato em Moçambique e exigem investigação transparente

Bispos africanos condenam assassinato em Moçambique e exigem investigação transparente

  • 08/06/2026 07:27
  • Redação

O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM) condenou o assassinato do bispo de Quelimane e reclamou uma investigação célere às autoridades locais.

“Exigimos que todos os responsáveis, sejam eles autores diretos, cúmplices ou mentores, sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora”, apelou o presidente do organismo, cardeal Fridolin Ambongo, numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Zambézia, Maximino Amílcar, adiantou que os agressores escalaram o muro da residência, contornaram a segurança elétrica e utilizaram uma arma do tipo AK-M para atingir a vítima no coração.

“Este ato hediondo constitui não só um atentado à vida e à dignidade de um servo devoto do Evangelho, mas também um atentado aos valores fundamentais da paz e da justiça”, denunciou a mensagem do SCEAM.

O texto deixa um apelo às autoridades moçambicanas para que “reforcem as medidas de proteção e segurança dos líderes religiosos, dos locais de culto e de todas as pessoas que se dedicam ao trabalho pastoral e humanitário”.

"Condenamos veementemente e sem reservas este crime bárbaro. Nenhum líder religioso, independentemente da sua fé ou denominação, deve ser alvo de violência. Aqueles que dedicam a sua vida a servir a Deus e a promover a reconciliação, a solidariedade, a educação, a caridade e o bem comum merecem proteção e respeito, e não perseguição e morte”, lê-se também na nota.

A missiva manifesta ainda solidariedade espiritual para com as dioceses de Quelimane e da Beira, onde D. Osório Citora Afonso era administrador apostólico, alargando as condolências à família do bispo católico.

“Que este trágico acontecimento sirva de renovado apelo à justiça, à paz, ao respeito pela vida humana e à proteção da liberdade religiosa em Moçambique e em todo o nosso continente”, concluiu o SCEAM.

  • Fonte: Rádio Renascença
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