Renato Veiga recorda conquista da Liga das Nações. "Fico com pele de galinha"
- 08/06/2026 13:09
- Redação
Faz esta segunda-feira um ano que Portugal conquistou a Liga das Nações e Renato Veiga, um dos campeões, recorda esse dia com emoção.
"Foi um momento muito especial, sempre que falo até me ponho com pele de galinha. Fico feliz por estar aqui a fazer a conferência de imprensa, a preparar o Mundial um ano depois desse grande dia", assume.
Em conferência de imprensa, o central do Villarreal também aborda a expulsão de Rafael Leão no amigável frente ao Chile: "O que aconteceu espelha muito o que é o nosso balneário. Obviamente que há que ter a cabeça fria sempre, mas, independentemente de ser um particular, quando um dos nossos estava num conflito, o outro que estava mais perto foi ajudar. (...) Estamos aqui para nos protegermos uns aos outros."
Portugal volta a jogar, em preparação para o Mundial 2026, na quarta-feira, às 20h45, diante da Nigéria, no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Afirmação rápida na seleção: "Veio de uma forma natural. Tento fazer o meu melhor todos os dias. Receberam-me muito bem desde que cheguei cá e isso facilita. É muito fácil integrarmo-nos no grupo, porque além de serem grandes jogadores, são muito acessíveis e humildes. Isso facilita o trabalho, a integração e a a forma como nos expressamos dentro de campo."
Vê-se titular no primeiro jogo do Mundial? "O nosso balneário é o nosso maior trunfo. O ambiente que se vive na seleção é muito bom, são grandes seres humanos. Independentemente de quem jogue, vai dar o máximo por Portugal e isso é o mais importante. Há sempre uma concorrência muito forte, porque Portugal é uma das melhores seleções do mundo e há muita qualidade na nossa equipa, mas a nossa verdadeira concorrência está lá fora."
Preparação para o Mundial após época longa: "Hoje em dia há cada vez mais jogos, mas também nos preparamos da melhor forma. Para disputar um Campeonato do Mundo, não falta motivação e certamente não faltarão baterias. Vamos tentar fazer o melhor por Portugal."
Nigéria terá dinâmicas mais próximas do que Portugal será no Mundial? "São jogos de preparação, estamos a preparar-nos para os três jogos da fase de grupos. Os amigáveis servem para experimentar e trabalhar os conceitos treinados no dia a dia."
Diferença entre o Renato Veiga de há um ano, quando conquistou a Liga das Nações, e o de agora: "Fiquei feliz quando me disseram que ia fazer a conferência de imprensa hoje, porque faz exatamente um ano do meu primeiro troféu pela seleção. Foi um momento muito especial, sempre que falo até me ponho com pele de galinha. Fico feliz por estar aqui a fazer a conferência de imprensa, a preparar o Mundial um ano depois desse grande dia. Só de pensar nisso [até fica com pele de galinha]. Este foi um ano em que joguei muito e era algo que eu procurava. Tudo o que vem com o jogo, com a rotação durante o ano, principalmente com a minha idade, é muito importante. Este foi um ano muito importante para mim para crescer, para ter alguma continuidade, que se calhar nestes últimos dois aninhos não tive, porque fiz seis meses na Juventus e seis meses no Chelsea. Agora, consegui fazer uma época inteira e isso ajudou-me muito a crescer."
Veste a camisola 13, de Eusébio: "Não é um peso, é um privilégio. É uma motivação extra."
Expulsão de Rafael Leão no amigável frente ao Chile: "O que aconteceu espelha muito o que é o nosso balneário. Obviamente que há que ter a cabeça fria sempre, mas, independentemente de ser um particular, quando um dos nossos estava num conflito, o outro que estava mais perto foi ajudar. Foi proteger o colega e eu fui tentar proteger os que já estavam lá. Protegemo-nos uns aos outros, independentemente de quem esteja do outro lado. O nosso maior trunfo e a nossa maior virtude é o balneário, estamos aqui para nos protegermos uns aos outros."
Há quatro anos, Renato Veiga estava na Liga 3: "Desde o tempo em que estive na Liga 3 até hoje cresci muito, passei por muitos sítios, o que me fez criar esta bagagem que levo hoje de muitas experiências, várias culturas, vários países, dificuldades, vitórias, tanta coisa junta, que me faz ser a pessoa e o jogador que sou hoje. E que espero que ainda esteja muito longe daquilo que ambiciono, porque eu ambiciono verdadeiramente muito alto e trabalho para tal."
Portugal é candidato ou favorito? "Não há que fugir à qualidade de Portugal. Somos candidatos. Favoritos acho que não, acho que somos candidatos apenas. Se me fizer essa pergunta daqui a algum tempo, poderei responder melhor."
Como mudou Renato Veiga desde a estreia pela seleção? "Sou uma pessoa que tem os valores muito assentes, isso deve-se ao 'background' da minha família, que tem as coisas muito claras. Como jogador, acima de tudo a maturidade. Este ano fez-me bem o jogar constantemente e competir ao alto nível, como foi no Villarreal, e fizer a época que eu e a minha equipa fizemos. Isso ajudou-me muito, ajudou-me a estar preparado. Acima de tudo, é a maturidade e a rotatividade."
Polivalência: "A posição em que me sinto mais confortável é defesa-central, mas estou preparado para jogar onde o mister entender que seja a melhor posição. Tanto eu, como os meus companheiros. Jogar em diferentes posições ajuda-nos a entender e ler de diversas formas o jogo, porque cada posição requer competências diferentes. Nada tem de mau, só aporta coisas boas e positivas, para me enriquecer cada vez mais como jogador."