Bilhetes a cinco milhões de euros para o Mundial? Como assim?
- 11/06/2026 04:02
- Redação
É o caso dos bilhetes para assistir aos jogos de Portugal - a única seleção com os três jogos da fase de grupos esgotados - em que a alternativa é a plataforma oficial de revenda da FIFA.
Por exemplo, o bilhete de revenda mais barato para o jogo de estreia de Portugal no Campeonato do Mundo, frente à República Democrática do Congo, está a mais de 500 euros. E para ir o último jogo, com a Colômbia, um adepto teria de pagar quase dois mil euros.
Acontece, desde logo, porque a FIFA não impôs limites máximos. Nem terá muito interesse em fazer isso, já que recebe 15% do custo de cada bilhete revendido e outros 15% do valor que o vendedor receberia.
A prioridade da FIFA acaba por ser maximizar o retorno económico em vez de apostar no acesso do maior número de adeptos ao evento desportivo. No fundo, encontrou uma forma de lucrar com quem compra para vender mais caro.
Na realidade, a FIFA tem a “faca e o queijo” na mão. Porque não só é a única entidade reguladora como é o principal operador económico dos mercados. Portanto, pode.
A única forma será mesmo a intervenção das autoridades publicas a imporem limites à atuação da FIFA. Aqui falamos, por exemplo, da União europeia.
E há mesmo alguns grupos de adeptos que já apresentaram queixa do que dizem ser “um abuso do monopólio do mercado” por parte da FIFA.
E atenção, que já se viu bilhetes a quase cinco milhões de euros para o Portugal-Colômbia. Pelo menos é o que avançava a analise
Claro que estes valores tão altos também podem levar à perda de interesse de potenciais compradores.
Segundo o Financial Times, na terça-feira ainda apareciam 180 mil bilhetes por vender no portal de revenda da FIFA. Alguns dos jogos menos procurados tinham bancadas inteiras vazias.