"Sacrifício e alegria". Como quatro anos na seleção da Coreia do Sul marcaram Paulo Bento
- 11/06/2026 10:10
- Redação
Paulo Bento guarda, dos tempos como selecionador da Coreia do Sul, memórias de jogadores disciplinados, com capacidade de trabalho e uma "alegria tremenda" por representar a seleção. Uma equipa que, acredita, pode sonhar com uma presença nos oitavos de final do Mundial 2026.
A Coreia do Sul está no Grupo A, com México, África do Sul e Chéquia. Na madrugada de sexta-feira, a seleção que Paulo Bento orientou no Mundial 2022 estreia-se diante dos checos, às 3h00. O antigo selecionador português confia na passagem à segunda ronda do "mata-mata".
Paulo Bento recorda uma cultura muito distinta da portuguesa, dos quatro anos que esteve na Coreia do Sul, com uma característica dominante.
"A característica fundamental dos jogadores que incorporam a seleção é a capacidade de trabalho. Disciplinados, respeitosos, uma vontade e um gosto tremendos de representar a seleção nacional. Gente que faz viagens longas, com diferenças horárias, que tem de ter um sacrifício enorme para poder treinar uma ou duas vezes antes do jogo, e que o faz com uma alegria e uma vontade tremenda. Isso vai ao encontro do que eu entendo que deve ser o futebol. (...) Enquanto treinador, dá-te um prazer enorme, porque te revês naquilo", explica o técnico, de 56 anos.
Este traço identitário da seleção da Coreia do Sul é "uma consequência das características do povo coreano, um povo trabalhador", assinala.
Paulo Bento ressalva que o jogador europeu também é trabalhador, no entanto, identifica diferenças nas mentalidades e culturas. E como um treinador que gosta de se adaptar aos países onde treina, ficou impressionado: "Na Coreia, quando os treinas, quando convives com eles, é algo que nós, enquanto equipa técnica, vemos refletido naquilo que nós entendemos que deve ser uma equipa, que deve ser um grupo, que princípios há, que disciplina há, que respeito há. É algo que te marca."
Quando Paulo Bento assumiu o comando da seleção sul-coreana, encontrou "alguma simplicidade" no estilo de jogo.
"Era uma equipa que gostava mais de esperar para poder contra-atacar. Nós não quisemos tirar isso de uma forma radical, mas obviamente que tentámos adicionar outros fatores para os poder tornar mais fortes, para os poder tornar mais imprevisíveis", explica.
A Coreia do Sul estreia-se no Mundial 2026 na madrugada desta quinta para sexta-feira, às 3h00 da manhã, diante da Chéquia.