Empresa israelita suspeita de interferência eleitoral em Angola, Togo, Escócia e Nova Iorque
- 11/06/2026 14:19
- Redação
A empresa israelita BlackCore, suspeita de interferir nas eleições municipais francesas de março, é também apontada pelas autoridades francesas como possível responsável por operações de ingerência digital em Angola, Togo, Escócia e nas eleições municipais de Nova Iorque de 2025.
As novas suspeitas foram reveladas por Marc-Antoine Brillant, diretor da Viginum, o organismo francês responsável pela deteção e monitorização de campanhas de desinformação estrangeira.
Segundo o responsável, o método identificado durante as eleições municipais francesas não terá sido utilizado apenas em território francês.
A “Reuters” revelou em maio que as autoridades francesas suspeitavam que a BlackCore estivesse por detrás de uma campanha de difamação online dirigida a três candidatos da França Insubmissa (LFI) durante a campanha para as eleições municipais realizadas em março.
A operação alegadamente envolveu a criação de conteúdos falsos, contas em redes sociais e alegações difamatórias dirigidas aos candidatos.
Segundo Brillant, os investigadores franceses identificaram indícios de que o mesmo modelo de atuação foi utilizado noutras geografias.
“Parece também ter sido utilizado para realizar operações de interferência digital estrangeira noutros países ou regiões, como Angola, Togo, as eleições na Escócia e as eleições municipais de 2025 em Nova Iorque”, disse Marc-Antoine Brillant.
As autoridades francesas já abriram uma investigação sobre a alegada campanha conduzida durante as eleições municipais. O Ministério Público de Paris está a apurar possíveis infrações relacionadas com ingerência estrangeira e manipulação eleitoral através de operações digitais.