Migrações. “Não faz sentido penalizar aqueles de quem precisamos”
- 12/06/2026 08:08
- Redação
Neste dia em que entra em vigor o novo pacto europeu para as migrações e asilo, André Costa Jorge lembra que o Papa vem dizer que a Europa "não pode esquecer os seus princípios e valores e virar costas à sua dimensão humanitária".
O coordenador do Serviço Jesuíta aos Refugiados recorda que o novo pacto europeu coloca "entraves e restrições e promove mais a detenção" daqueles que "estão em busca de proteção humanitária".
Na mesma linha, Eugénia Quaresma, da Obra Católica Portuguesa das Migrações sublinha a importância de se ouvir a voz do Papa no apelo "ao reforço da cooperação internacional", e na rejeição da "cultura da indiferença".
Em relação ao pacto europeu para as migrações e asilo, a diretora da Obra Católica das Migrações lembra que a Igreja fez ouvir a sua voz na necessidade de se investir no "acolhimento e integração das pessoas".
“É estranho, porque nós já reconhecemos que precisamos dos migrantes, sabemos que eles estão em setores que são essenciais, e, portanto, não faz sentido, continua a insistir na dureza de discursos, não faz sentido penalizar aqueles de quem precisamos”, sublinha.
Eugénia Qauresma exorta por isso a “um outro tipo de política, sem recorrer a estas narrativas que pretendem excluir ou pretendem marginalizar ou maltratar ou hostilizar os migrantes”.
“Não precisamos dessas narrativas, precisamos sim de contar com todos e de cuidar daqueles que nos veem a ajudar a construir o país”, remata.