Raúl Jiménez quase morreu em 2020. Agora, meteu um golo de cabeça no Mundial e o Azteca emocionou-se com ele
- 12/06/2026 11:45
- Redação
À passagem do minuto 67, Raúl Jiménez apontou o 2-0 que deu tranquilidade ao México no primeiro jogo do Mundial. Para o avançado, o golo foi uma lembrança que a história poderia ter sido bem diferente.
Há quase seis anos, Raúl Jiménez deixou o relvado do Emirates inconsciente, após um violento impacto de cabeça com David Luiz, num jogo entre Arsenal e Wolves.
O jogo esteve parado largos minutos e a apreensão com o jogador era visível na face dos jogadores de ambas as equipas.
O mexicano sofreu uma fratura no crânio e foi prontamente operado de urgência, ficando meses afastado dos terrenos de jogo, sem saber se poderia voltar a jogar futebol.
Voltou a jogar nove meses depois, com uma proteção na cabeça que utiliza até hoje.
Esta quinta-feira, foi precisamente de cabeça que marcou um dos golos mais simbólicos dos Mundiais. O simbolismo aumenta quando observamos o festejo de Jiménez.
Apontou para o céu, em lágrimas, dedicando o golo ao pai, que faleceu no passado mês de março.
A história de Raul Jiménez é de superação física, mas também emocional. A proteção na cabeça tem um uso prático, mas carrega consigo o peso de um dia que mudou por completo a vida do avançado.
Aos 35 anos vai liderar o México no Mundial e é através dos seus golos e força de vontade que vai procurar levar o seu país a uma longa campanha no Campeonato do Mundo.