Impor limites à população? “É muito bom para o país, para o futuro, para os nossos filhos”, diz português na Suíça
- 14/06/2026 03:00
- Redação
“Eu estou confiante”, admite o português filho de migrantes que reside e trabalha em Genebra, esclarecendo que se tal acontecer “não vai ser um entrave à imigração”.
“Não quer dizer que a Suíça já não venha a escolher imigração, isso é falso. Só vão mudar as leis. Eu acho muito bem, eu acho muito bem”, insiste garantindo que a opinião é partilhada por muitos.
“As pessoas com falei de diferentes culturas, seja os portugueses, espanhóis, franceses vão votar 'sim'”.
Filipe Lanzana rejeita qualquer preocupação com a eventual falta de mão de obra ou com o impacto na economia de uma restrição à migração que o Partido Popular Suíço (SVP) – que apoia a iniciativa – diz ser “excessiva”.
“É a direita que está a gerir o país. E é um país que está a funcionar muito bem, mas, atualmente, estamos a ter muitos problemas com a imigração descontrolada”, nota.
“Acho que é muito bom para o país, para o futuro, para os nossos filhos ter uma limitação até 2050”.
O objetivo é inscrever na Constituição o limite de 10 milhões de pessoas residir no país até 2050. Para isso, e caso a Suíça atinja os nove milhões e meio de pessoas, o plano passara por medidas no âmbito do asilo e na reunificação familiar. Numa segunda fase, se necessário, pelo fim dos acordos que permitem a livre circulação de pessoas, inclusive com a União Europeia.
A Suíça conta com 9,1 milhões de residentes, mais 1,7 milhões do que em 2002. O aumento populacional é justificado, sobretudo, pela migração vinda de outros países europeus.