Como um sensor dentro da bola validou um golo da Suécia no Mundial 2026
- 15/06/2026 08:10
- Redação
A Trionda, a bola oficial do Campeonato do Mundo, tem um sensor no interior que capta todos os movimentos e toques, uma ferramenta inspirada no críquete.
O golo do jogador do Wolfsburgo tornou-se o segundo mais rápido por um substituto, apenas atrás dos 16 segundos que Richard Morales, jogador do Uruguai, precisou durante o Mundial 2002 para marcar um golo ao Senegal, depois de entrar ao intervalo.
A tecnologia é um sistema que a FIFA introduz em parceria com a Adidas e que captura dados 500 vezes por segundo, acompanhando a aceleração e os movimentos da bola em três dimensões.
Os dados servem depois para calcular quando há ou não toque na bola e as informações são transmitidas em tempo real para a sala do VAR, ao mesmo tempo que as outras câmaras do estádio.
A análise de ondas é inspirada no Snickometer do críquete — mais conhecido entre fãs como Snicko —, que calcula se há ou não toque na bola.
Assim, é possível medir o momento exato em que um jogador faz contacto com a bola, o que permite decisões mais rápidas e precisas sobre os foras de jogo ou possíveis penaltis.
A tecnologia foi inicialmente testada entre 2020 e 2022 para garantir a precisão dos dados, e é uma das novidades tecnológicas da FIFA para este Mundial 2026. Noutro qualquer Mundial, o golo de Svanberg não seria validado.