Adversários de Portugal e mais 11 seleções juntam-se contra presidente da UEFA

Adversários de Portugal e mais 11 seleções juntam-se contra presidente da UEFA

  • 15/06/2026 17:48
  • Redação

As federações de futebol de 13 países, incluindo República Democrática do Congo e Uzbequistão, adversários de Portugal na fase de grupos do Mundial 2026, juntaram-se para criticar o presidente da UEFA.

Em causa estão alegadas declarações de Aleksander Ceferin a um jornal esloveno, em que teria criticado o elevado número de seleções neste Campeonato do Mundo, 46, que levava a "muitos jogos que são completamente desinteressantes".

Ainda assim, teria afirmado, também, que, "por outro lado, mesmo países pequenos podem participar e sentir o pulso do Mundial, o que é significativo".

Apesar da ressalva, as federações de Argélia, Cabo Verde, República Democrática do Congo, Curaçau, Egito, Gana, Haiti, Costa do Marfim, Marrocos, Senegal, África do Sul, Tunísia e Uzbequistão não gostaram.

"Para os nossos países, não existem jogos sem importância no Campeonato do Mundo. Em Cabo Verde, Curaçau e Uzbequistão, a qualificação para o Mundial representa um feito histórico e a realização de um sonho partilhado por gerações. Para nações como República Democrática do Congo e Haiti, o regresso ao maior palco do futebol, depois de uma longa ausência, acarreta consigo um significado especial para milhões de adeptos que esperaram anos e, nalguns casos, décadas, por este momento", lê-se.

Por isso, as 13 federações entendem que "sugerir que estes jogos são, de alguma maneira, menos importantes é profundamente dececionante e falha ao reconhecer os esforços, sacrifícios e aspirações de jogadores, treinadores, clubes, líderes de futebol e adeptos de todo o mundo".

"O futebol não pertence a um grupo seleto de nações", atiram os organismos, que assinalam, nesta carta direcionada ao presidente da UEFA, que o Mundial é a maior competição de futebol do mundo, precisamente, "porque junta diferentes culturas, diferentes históricas e diferentes jornadas de futebol".

"Para muitos países, participar no Campeonato do Mundo não é apenas um feito desportivo. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias que duram uma vida. Todas as nações que se qualificam merecem respeito. Todas as equipas mereceram o seu lugar com mérito. Todos os adeptos têm o direito de sonhar. Todos os jogos acarretam consigo um significado para milhões de pessoas em todo o. mundo. Todos os jogos importam", conclui a missiva.

  • Fonte: Rádio Renascença
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