Deepfakes: da desinformação até ao abuso online

Deepfakes: da desinformação até ao abuso online

  • 16/06/2026 03:58
  • Redação

A Euranet Plus sublinha que os deepfakes têm o poder de influenciar a política e as eleições com desinformação que é "cativante", ou seja, que é chamativa e que prende a atenção de quem consulta, nomeadamente, as redes sociais.

Também têm sido amplamente relatados em toda a UE, incluindo na [https://Deepfake Scams Target Bulgarian President and Prime Minister in Online Fraud Campaign - По света и у нас - БНТ Новини]Bulgária, esquemas fraudulentos e casos de usurpação de identidade a envolver políticos e figuras públicas, com o objetivo de induzir os utilizadores a enviar dinheiro ou a partilhar dados sensíveis.

Os deepfakes circulam amplamente nas redes sociais e em aplicações de mensagens como o Facebook, o WhatsApp e o Telegram. A equipa de verificação de dados da Euranet Plus afirma, ainda, que rerramentas de Inteligência Artificial e chatbots como o [https://How Grok’s Deepfake Technology Is Being Weaponized Against Women Online]Grok, da rede social X, têm permitido a criação e partilha em massa de conteúdo explícito, afetando, por vezes, centenas de milhões de utilizadores.

A [https://When justice fails: Why women can't get protection from AI deepfake abuse | UN Women – Headquarters]ONU[https://When justice fails: Why women can't get protection from AI deepfake abuse | UN Women – Headquarters] referiu, em fevereiro, que a grande maioria do conteúdo deepfake consiste em imagens de carácter sexual. No entanto, "menos de metade de todos os países possui leis que abordam o abuso online" e muito menos leis que abordem especificamente o conteúdo gerado por IA.

De acordo com a Euranet, existem passos simples que o leitor de notícias ou o utilizador de redes sociais pode seguir para se proteger e para não ser enganado. Primeiro, é preciso confiar no seu instinto. Por exemplo, se uma imagem ou vídeo parecer bom demais para ser verdade, ou simplesmente parecer estranho – fora de contexto, impossível –, há uma boa hipótese de as suas dúvidas estarem certas. Depois, existem pesquisas simples que qualquer pessoa pode fazer – seja no Google ou na sua pesquisa reversa de imagens – para ter uma ideia melhor se o que viu pode ser notícia falsa.

Além disso, o utilizador de redes sociais e o leitor de notícias deve fazer perguntas. A informação repete-se noutro local? As imagens ou vídeos apresentados estão disponíveis sob diferentes ângulos ou perspetivas? Já foi desmentida por fontes credíveis de verificação de factos ou pela comunicação social? Se quiser aprofundar a investigação, existem extensões de navegador que pode instalar — como o Hiya para áudio e o plug-in InVID para vídeo — que o podem ajudar a determinar se o que está a ver foi gerado por IA.

  • Fonte: Rádio Renascença
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