Bastaria uma trovoada para suspender o jogo, mas a meteorologia não deverá atrapalhar a estreia de Portugal em Houston

  • 16/06/2026 14:55
  • Redação

O mais importante é mesmo o resultado, que Portugal entre no Mundial de Futebol com uma vitória na quarta-feira contra a República Democrática do Congo, mas as autoridades norte-americanas levam muito a sério os avisos da meteorologia e bastaria a queda de um raio a 13 quilómetros de distância do estádio para que a partida fosse suspensa.

De acordo com o climatologista Carlos da Câmara, tudo indica que haverá condições para realizar a partida sem sobressaltos, apesar do calor e da forte humidade que se fará sentir: “De acordo com as previsões para Houston, amanhã [quarta-feira] à hora do jogo, o que parece que irá haver é a possibilidade de chuva fraca e uma sensação térmica de 35 graus”.

Convém recordar que, por causa de uma tempestade, Portugal teve de suspender um treino em Miami e temia-se que a ocorrência de trovoada em Houston, à hora do primeiro jogo frente à República Democrática do Congo pudesse estragar a festa.

Qual é a previsão do tempo para quarta-feira em Houston, nos EUA, à hora do jogo entre Portugal e a República Democrática do Congo?

De acordo com as previsões para Houston, amanhã à hora do jogo, o que parece que irá haver é a possibilidade de chuva fraca e uma sensação térmica de 35 graus.

À partida haverá. O que implicaria a suspensão do jogo, seria o registo de um raio que caísse a menos de 8 milhas – aproximadamente 13 quilómetros – à volta do local onde se realiza o jogo.

É uma regra oficial porque sabemos que – apesar de ser mínima – há sempre uma possibilidade de eletrocução no caso de um raio cair num estádio. Estas são as regras adotadas nos Estados Unidos há muitos anos.

Portanto, à hora do jogo já me disse que não está prevista trovoada, mas se houver há o risco do jogo ser cancelado, ou pelo menos haver uma paragem...

Exatamente, uma paragem de 30 minutos sempre que haja um raio que caia a menos da referida distância de 13 quilómetros.

Isso não é habitual cá em Portugal. Será porque nós que temos uma menor cultura de risco, ou eles é que são exagerados?

Eu vivi nos Estados Unidos durante 4 anos e uma das coisas a que me habituei foi a respeitar a meteorologia. De facto, eu vivi numa zona de tornados, de tempestades violentas, de cheias-relâmpago... no Missouri. Nós sabíamos que, quando existisse essa possibilidade, era da mais elementar prudência estar atento à meteorologia, nomeadamente quando fazemos deslocações.

Em Portugal, infelizmente, essa cultura de risco não existe porque é evidente que estes riscos são diminutos, mas a verdade é que continuamos a ter vítimas em Portugal sempre que há ventos demasiado fortes e as pessoas, por exemplo, se aproximam das falésias. Eu julgo que não devemos olhar para estes avisos com dramatismo excessivo, mas devem ser levados a sério porque, de facto, a meteorologia tem muita força.

Por exemplo, no caso da tempestade Kristin, em Portugal, considera que houve pouca precaução? Se fosse nos Estados Unidos teria sido levada muito mais a sério?

De facto, eu fiquei um bocadinho surpreendido por terem deixado realizar jogos no norte e centro de Portugal no dia da tempestade Kristin. Felizmente não houve problemas de maior, mas se a tempestade não tivesse entrado pela Figueira da Foz, como entrou... se tivesse entrado mais a norte, poderia ter sido problemático, certamente.

  • Fonte: Rádio Renascença
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