Tragédia em salto sem corda: três acusados de homicídio de jovem de 21 anos

Tragédia em salto sem corda: três acusados de homicídio de jovem de 21 anos

  • 16/06/2026 19:09
  • Redação

"Quem foi o doido que me deixou vir saltar de uma ponte?" Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos e recém-formada em Educação Física, escreveu esta mensagem nas redes sociais horas antes da tragédia.

A jovem brasileira lançou esta pergunta numa publicação com uma fotografia de fundo, mostrando a Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, desativada há cerca de 30 anos e conhecida agora como um ponto de atividades radicais.

Os homens já foram detidos e acusados de homicídio, mas como se esqueceram de verificar se a jovem estaria presa antes do salto?

Na manhã de sábado, Maria era uma das dezenas de pessoas na fila que iriam praticar "rope jumping" – uma modalidade praticada a uma altura mínima de 30 metros com uma corda mais rígida ao contrário das elásticas utilizadas no "bungee jumping".

Uma enfermeira que se preparava para saltar depois de Maria correu para acudir a jovem, mas Maria já "respirava com dificuldade, tinha o pulso muito, muito fraco" e pupilas "infelizmente" dilatadas.

"Tem uma corda de cada lado e não sei se a da direita tinha rebentado, mas começaram a mexer muito nela e envolveram essa parte com fita adesiva prateada", descreveu Thais. "Eu disse: 'moço, não vai usar mais essa corda."

Para a jovem que tinha experimentado a atividade no dia anterior, a situação "é muito estranha". "Comigo tiveram outro tratamento a perguntar a todo o momento se estava tudo bem ou não", disse.

Mal projetaram Maria fora do patamar da ponte com uma altura equivalente a 15 andares, dois homens responsáveis para instalar o equipamento de segurança desataram a correr segundos depois do que aconteceu – foram localizados por um helicóptero momentos depois.

"É difícil entender como não vimos", disse um dos acusados. "Às vezes, a gente não coloca e o outro confere. Às vezes um faz, o outro vem e vê se está certo. Era mais ou menos isso", explicou outro.

Já o terceiro técnico explicou que alegadamente só estava encarregue de "ajudar para erguer" e dar impulso para o salto.

Pouco ou nada se sabe dos depoimentos das testemunhas no local, mas a Polícia já concluiu, até ao momento, que não estava estabelecido nenhum protocolo a seguir para a segurança dos aventureiros.

Segundo os advogados, os três suspeitos estavam desnorteados na altura do interrogatório sobre a "triste fatalidade" e garantem que esta foi a primeira vítima da carreira do grupo.

Até ao momento, os investigadores não conseguiram localizar o dispositivo que filmou a queda da jovem.

"A gente olhava lá para baixo, estava o corpo da menina que foi assassinada por eles. E eles preocupados em tirar a câmara do pescoço dela e da mão dela", contou.

"Não sei e é para esconder provas, ou se é porque o equipamento é caro. Independentemente de qualquer coisa, não tinham de mexer."

  • Fonte: Rádio Renascença
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