Acordo de Paz: Governo português elogia, mas assume que o Líbano é a "fragilidade" da negociação

Acordo de Paz: Governo português elogia, mas assume que o Líbano é a "fragilidade" da negociação

  • 17/06/2026 05:50
  • Redação

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, elogia o acordo de paz alcançado entre os Estados Unidos da América e o Irão.No entanto, assume que a situação no Líbano é aquela que suscita mais apreensão, por não ser claro se vai ser incluída.

Rangel está, nesta manhã de quarta-feira, a ser ouvido no Parlamento e elogia a abrangência da "liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz e ao "tempo estabelecido para falar sobre o programa nuclear", mas sublinha que ainda não se sabe se o conflito entre Israel e o Líbano vai estar contemplado no acordo.

Sobre a guerra na Ucrânia, o chefe máximo da diplomacia portuguesa assinala que é importante que a Rússia aceite "sentar-se à mesa das negociações". Rangel entende que a disponibilidade de Kiev para o fazer tem sido reiterada nas últimas semanas.

O ministro dos Negócios Estrangeiros falou ainda da eleição de Portugal para membro não-permanente para o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) , para assumir o feito e garantir que este passo "muda o peso diplomático de Portugal".

Paulo Rangel acredita que mesmo com a "crise" em torno de instituição - com o crescente número de conflitos globais- a ONU continua a ser um palco importante para discutir matérias de relações internacionais.

Nesta audição, o ministro dos Negócios Estrangeiros falou ainda da situação preclitante vivida na Venezuela - na sequência da deposição de Nicolas Maduro do poder por parte dos Estados Unidos - para dizer que não acompanha a perspetiva "pessimista" para este país.

"Julgo que já esteve [a Venezuela] numa situação mais difícil do que aquela que temos agora", afirma Paulo Rangel que assume, no entanto, que a situação é "frágil".

Pouco depois foi a vez do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que afirmou que depois de ter visitado a Venezuela sentiu um clima de "esperança" entre os portugueses e lusodescendente.

Emídio Sousa revelou ainda que Portugal tem um plano de evacuação do país, caso a situação política se agrave: "Existe, mas oxalá que nunca seja necessário ativá-lo. Retirar 500 pessoas é uma coisa, retirar quinhentas mil é outra, completamente impossível, diria".

  • Fonte: Rádio Renascença
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