MAI sobre controlo de fronteiras nos aeroportos: “Funciona bem, começamos a ver a luz ao fundo do túnel”
- 17/06/2026 06:49
- Redação
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, desdramatiza a situação do controlo de fronteiras nos aeroportos e garante que os meios estão a ser reforçados, após várias semanas de filas de passageiros no aeroporto de Lisboa, na sequência da adoção do novo sistema europeu de controlo de fronteiras.
Luís Neves falava esta quarta-feira no Parlamento e referiu que “de há vários dias a esta parte que a operação das nossas fronteiras, funciona bem”. O ministro salientou ainda que “nos próximos dias, teremos mais 360 operacionais, já houve um reforço de meios nos últimos dias. Temos mais boxes a funcionar, temos mais e-gates a funcionar, temos mais elementos a dar apoio nas fronteiras”.
O governante referiu aos deputados que está “em contato” com a ANA com quem diz reunir-se “semanalmente” para discutir a situação, referindo que os passageiros agora demoram no controlo de fronteiras “40 minutos, 30 minutos, 15 minutos, 20 minutos”.
Luís Neves reconhece que “num ou noutro dia” quando houve problemas e, em particular, no último fim de semana, “houve um momento” com mais fluxo que teve como origem, segundo o ministro, “uma questão digital que não é imputável a Portugal. É imputável ao ETIAS de Bruxelas”.
“Depois de um longo período de apreensão, começamos agora a ver a luz no fim do túnel, também nesta questão”, garantiu o ministro aos deputados.
Em resposta a uma pergunta do deputado Rui Rocha da Iniciativa Liberal e ex-líder do partido sobre o atual nível de ameaça ideológica, Luís Neves reconheceu que, em Portugal, os atos públicos praticados por grupos de extrema-direita representam uma ameaça “maior”.
“A ameaça da extrema-direita é muito maior, têm armas, matam, ameaçam, coagem”, começou por referir o ministro da Administração Interna, para depois fazer uma ressalva em relação aos grupos de extrema-esquerda “radical”.
“É evidente que a extrema-esquerda radical está numa ascensão do ponto de vista europeu e já teve aqui atos”, começou por dizer Luís Neves, rematando: “Fui o primeiro a condenar os atos de arremesso do cocktail Molotov na Marcha pela Vida e fui o primeiro a apelidá-lo de terrorismo”.