Congo em festa para o duelo com Portugal: “O povo quase queria um feriado nacional”
- 17/06/2026 10:29
- Redação
A estreia da República Democrática do Congo frente a Portugal no Campeonato do Mundo está a provocar uma autêntica onda de entusiasmo no país africano, que regressa à competição após mais de meio século de ausência.
Segundo o missionário comboniano português padre Marcelo Oliveira, que vive no Congo, o futebol tornou-se o principal tema de conversa entre a população, relegando para segundo plano outras preocupações que marcaram a atualidade recente.
“O surto de Ébola pouco a pouco passa ao esquecimento. Neste momento, de facto, é o futebol que atrai as atenções”, afirma o sacerdote, descrevendo o ambiente vivido nas ruas e comunidades congolesas nas horas que antecedem o encontro.
A participação no Mundial é encarada como um momento histórico para o país. “Há 52 anos que o Congo não ia aos Jogos do Mundial. Então, a expectativa é imensa”, sublinha o missionário, acrescentando que a emoção cresce ainda mais pelo facto de o primeiro adversário ser a seleção portuguesa.
“Com Portugal, ainda aumenta mais a adrenalina. Vamos ver como vão entrar em campo, como se vão passar as coisas”, refere, destacando a curiosidade e a esperança dos adeptos perante um desafio de grande dimensão.
O entusiasmo é tal que, segundo o padre Marcelo Oliveira, muitos congoleses gostariam de transformar o dia do jogo numa celebração nacional. “O povo hoje quase queria um feriado nacional para se preparar para este acontecimento”, conta.
Para o missionário comboniano, a presença da seleção congolesa no maior palco do futebol mundial representa muito mais do que um simples evento desportivo. “É certo, é algo de grandioso para o povo poder ver a sua seleção nos Jogos do Mundial”, conclui, resumindo o sentimento de orgulho e de união que atravessa o país nesta jornada histórica.