Cabaz alimentar da Deco volta a subir e custa quase 258 euros

Cabaz alimentar da Deco volta a subir e custa quase 258 euros

  • 17/06/2026 11:01
  • Redação

As famílias portuguesas voltaram a sentir um agravamento no custo das compras essenciais. Depois de uma semana de alívio, o preço do cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste regressou às subidas e atingiu os 257,68 euros, mais 2,11 euros do que na semana anterior.

De acordo com a associação de defesa do consumidor, citada pela agência Lusa, esta inversão surge após a maior descida registada em valor nas últimas nove semanas. O cabaz analisado integra 63 produtos considerados essenciais, incluindo carne, peixe, frutas, legumes, laticínios, congelados e bens de mercearia.

Entre os produtos que mais encareceram na última semana destacam-se os flocos de cereais (+18%), o carapau (+16%) e a alface frisada (+12%), que registaram os aumentos mais expressivos.

Apesar desta subida recente, o cabaz continua mais barato do que no início do ano. Em janeiro, os consumidores precisavam de gastar mais 15,86 euros para adquirir os mesmos 63 produtos, o que representa uma redução de 6,56% face aos preços atuais.

A comparação com junho de 2025 mostra igualmente uma diferença favorável aos consumidores, já que o cabaz custava mais 14,90 euros há um ano, correspondendo a uma descida de 6,14%.

No entanto, olhando para um horizonte mais alargado, a evolução continua a ser marcada por fortes aumentos. Desde janeiro de 2022, o preço do cabaz alimentar subiu 69,98 euros, o equivalente a um agravamento de 37,28%.

Entre os produtos que mais encareceram nos últimos 12 meses encontram-se o carapau (+64%), a couve-coração (+40%), o robalo (+31%) e a alface frisada (+25%).

Já desde o início de 2022, os aumentos mais expressivos registaram-se na carne de novilho para cozer, que disparou 126%, nos ovos, com uma subida de 84%, e na couve-coração, que ficou 79% mais cara.

O cabaz analisado inclui produtos essenciais de várias categorias, como carne, peixe, congelados, frutas e legumes, laticínios e mercearia — entre eles alimentos como frango, pescada, batata, arroz, leite ou fruta — refletindo assim o impacto direto da inflação no consumo diário das famílias.

  • Fonte: Rádio Renascença
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