Ministra do Trabalho sobre reforma laboral: "Não há nenhum corte dos direitos dos trabalhadores"

Ministra do Trabalho sobre reforma laboral: "Não há nenhum corte dos direitos dos trabalhadores"

  • 18/06/2026 10:00
  • Redação

A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, assegura que a reforma laboral que está a ser debatida esta quinta-feira não coloca em causa os "direitos dos trabalhadores".

"Ao contrário do que vos querem convencer, não há nenhum corte de direitos dos trabalhadores nesta reforma. Pelo contrário, eles são reforçados", promete a ministra que tem lutado por ela nos últimos meses.

Palma Ramalho afirma que esta sexta-feira "o Parlamento é chamado a escolher entre velhas receitas ou a coragem para mudar".

Numa altura em que o destino desta reforma é ainda incerto - uma vez que o Chega tem demonstrado abertura para viabilizar o documento que é votado esta sexta-feira no Parlamento - a ministra afirma que o Governo quer mostrar que "o país pode e deseja mais".

Maria do Rosário Palma Ramalho considera que a reforma laboral "rompe com a ideologia do empobrecimento" e relança o país.

Pelo Chega - o único partido que ainda pode viabilizar o documento - o deputado Paulo Seco pergunta à ministra se a reforma laboral serve para "acabar com os ricos ou acabar com os pobres".

O deputado do Chega fala concretamente da medida dos despedimentos ilícitos (que podem deixar de ser obrigatoriamente reintegrados) e pergunta se é um "bar aberto" que o Governo quer criar.

"Para o Chega é difícil aprovar uma reforma destas quando não se valorizam as pessoas que trabalham por turnos. Estão disponíveis para negociar estas condições que não abonam os trabalhadores portugueses?", questiona o deputado.

Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, considera que a proposta da reforma laboral da AD "já vai no caminho certo".

Os liberais são o único partido que tem assumido que é a favor desta medida (mas não tem deputados suficientes para a viabilizar no Parlamento).

A deputada da Iniciativa Liberal critica ainda a esquerda que "se insurge logo contra qualquer vírgula" que se tente mudar na legislação laboral.

Pelo PS, a deputada e líder da Juventude Socialista, Sofia Pereira, acusa o Governo de estar "contra o país" e de promover uma reforma laboral que "não é benéfica para um único trrabalhador neste país".

  • Fonte: Rádio Renascença
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