Inibidores de sinal já estão a ser instalados na prisão de Vale de Judeus

Inibidores de sinal já estão a ser instalados na prisão de Vale de Judeus

  • 18/06/2026 11:21
  • Redação

A instalação de inibidores de sinal de telecomunicações na cadeia de Vale de Judeus, em Alcoentre, já está em curso, após vários meses de atraso provocados por dificuldades logísticas e pelo impacto da guerra no Médio Oriente no fornecimento de equipamentos.

Em resposta à Lusa, a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou que "está a decorrer o processo de instalação dos inibidores de sinal", sem, contudo, avançar uma data para a conclusão dos trabalhos.

O calendário para colocar os equipamentos em funcionamento na prisão de Vale de Judeus — de onde fugiram cinco reclusos em setembro de 2024 — sofreu sucessivos adiamentos. Entre os motivos apontados estiveram problemas no desalfandegamento dos equipamentos, condições meteorológicas adversas e, mais recentemente, a guerra no Médio Oriente, uma vez que um dos equipamentos necessários foi importado de Israel.

A entrada em funcionamento dos inibidores chegou a estar prevista para o final de 2025. No início de janeiro deste ano, o diretor-geral das prisões, Orlando Carvalho, afirmou, à margem de uma visita às futuras instalações da Delegação Norte da DGRSP, no Porto, que os testes deveriam arrancar num prazo de 60 dias, apontando para o final de fevereiro.

Poucos dias depois, a 20 de janeiro, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, explicou na Assembleia da República que o contrato teve de ser celebrado em regime de confidencialidade e que surgiram dificuldades no desalfandegamento dos equipamentos, sublinhando que Portugal não produz este tipo de tecnologia, sendo necessária a sua importação.

Já em fevereiro, após a passagem da depressão Kristin, a DGRSP informou, através de comunicado, que o processo estava "em fase final de montagem, apesar de ligeiros atrasos decorrentes da intempérie" registada no final de janeiro.

Os inibidores de sinal integram um projeto-piloto lançado na sequência da fuga dos cinco reclusos, tendo como principal objetivo bloquear os sinais de telemóveis e drones no interior do estabelecimento prisional.

Segundo a DGRSP, "o equipamento opera de forma controlada, podendo ser ativado ou desativado conforme as necessidades, a partir do próprio estabelecimento ou do centro nacional".

  • Fonte: Rádio Renascença
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