Leitão Amaro pressiona PS a sair de “uma certa atitude do contra, de bloqueio e do empata”

Leitão Amaro pressiona PS a sair de “uma certa atitude do contra, de bloqueio e do empata”

  • 18/06/2026 12:12
  • Redação

A pretexto da reforma laboral, o Governo quer manter o PS dentro do jogo político, com o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, a lamentar que a atual direção de José Luís Carneiro mantenha o que considera ser “uma certa atitude do contra, de bloqueio, de empatar o processo de reformas”.

Em declarações aos jornalistas após o Conselho de Ministros desta quinta-feira e questionado sobre os parceiros preferenciais do Governo, tendo em conta o que tem sido a discussão sobre a reforma laboral, Leitão Amaro respondeu taxativamente que “a orientação principal do primeiro-ministro é que não há parceiros preferenciais” e que a AD, perante cada diploma e cada iniciativa, procura “viabilizá-las com consenso”, referindo ainda que isso também significa ajustes nas propostas do executivo.

Em vésperas do Congresso do PSD, que se realiza este fim de semana no concelho de Anadia, no distrito de Aveiro, o Governo da AD tenta manter o PS no tabuleiro das negociações, evitando concentrar o diálogo apenas à direita. Mas, Leitão Amaro invoca a desculpa de que a atual direção socialista é que não quer aproximar-se, ensaiando até uma comparação entre a maior facilidade que foi negociar com Pedro Nuno Santos e que parece não ser possível com Carneiro.

“Nas últimas semanas tem-se registado da parte do Partido Socialista uma indisponibilidade para negociar diplomas importantes”, referiu aos jornalistas Leitão Amaro, recordando que foi possível fazer aprovar “vários diplomas substantivos” como o IRS Jovem, o que aconteceu enquanto Pedro Nuno Santos era secretário-geral do PS.

O ministro da Presidência diz manter a “esperança” em trazer o atual PS de José Luís Carneiro à mesa das negociações e que esta seja apenas uma “fase” do “contra” e do “empate”, referindo que “não é só no futebol que não queremos empates”.

“Esta fase do Partido Socialista estar do contra e estar no empate, esperemos que passe e que volte à disponibilidade, senão os portugueses começam a olhar e dizer para que é que serve, se não contribui, se não quer sair do mesmo sítio, se não está disponível para aproximar”, questionou-se o ministro.

Nesta chamada do PS a jogo, Leitão Amaro garante que o Governo se tem “aproximado” nas “várias negociações” com o PS, com o Chega ou a Iniciativa Liberal que “envolveram cedências, ajustamentos às posições de partida do Governo e a mesma coisa de cada um daqueles partidos”.

A “grande pergunta” que para o Governo tem de ser colocada, remata Leitão Amaro, é “o que é que aconteceu e o que é que acontece ao Partido Socialista, liderado pelo atual Secretário-Geral José Luís Carneiro, para esta atitude de empate, de estar do contra, não querer contribuir para as soluções”.

  • Fonte: Rádio Renascença
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