Quem estava na lista dos neonazis?
- 19/06/2026 03:20
- Redação
Um grupo neonazi foi acusado pelo Ministério Público de ter um plano para atacar 40 políticos e mais de 80 figuras públicas, entre os quais o primeiro-ministro.
Movimento Armilar Lusitano que defende ideologia Neonazi, ou seja, de extrema-direita. Alegados cabecilhas deste movimento partilhavam entre si aquilo a que designaram de “lista dos indesejáveis”, sobretudo de esquerda e centro-esquerda, mas não só.
Eram visadas todas as personalidades e instituições cujas atividades a milícia considerasse “uma ameaça direta aos interesses nacionais e esfera de interesses do MAL”, pode ler-se na acusação do Ministério Público e que foi revelada pelo semanário "Expresso".
Na lista do “indesejáveis”, assim designados, estavam Luis Montenegro, António Costa, Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva, Carlos Moedas, as irmãs Mortágua, Rui Tavares, Ricardo Araújo Pereira, Henrique Raposo, Miguel Sousa Tavares, Ana Gomes, Pedro Delgado Alves, entre muitos outros.
Esta é uma das principais novidades na investigação no âmbito da Operação Desarme 3D , uma megaoperação policial que há um ano desmantelou esta milícia.
Na altura, foram apreendidas armas de fogo, entre elas seis armas de tecnologia de impressão 3D cujos desenhos técnicos eram obtidos na Dark Web o que surpreendeu a própria PJ porque este grupo estava a preparar-se para ações significativas.
Bruno Gonçalves terá recolhido informações sobre a residência de Luis Montenegro em Lisboa, terá passado informações sobre rotinas e estaria mesmo a ser planeado um ataque com recurso a granadas.
Segundo a acusação, o agente da PSP tinha mesmo como função dar formação em armas aos restantes elementos do movimento, e organizava encontros de fim de semana com esse propósito.
O que mostra aqui um aparente quadro de infiltração destes movimentos conotados coma extrema-direita nas forças de segurança.