“São casos excecionais”: PSP reage ao alegado plano neonazi contra Montenegro

“São casos excecionais”: PSP reage ao alegado plano neonazi contra Montenegro

  • 19/06/2026 06:26
  • Redação

Em declarações esta sexta-feira aos jornalistas, Luís Carrilho salientou que se trata de um processo particularmente sensível e apelou ao respeito pelas regras do Estado de direito.

“São casos excecionais e, como disse, neste momento devemos deixar funcionar o sistema de justiça, num Estado de direito democrático, ao princípio da presunção da inocência”, afirmou o diretor nacional da PSP, defendendo que o caso deve ser tratado no âmbito das instituições judiciais competentes.

O responsável reforçou ainda a disponibilidade da PSP para colaborar com todas as entidades envolvidas na investigação.

“Devemos colaborar com as entidades. A Polícia de Segurança Pública faz parte do sistema de justiça, do sistema de segurança e é composta por 20 mil homens e mulheres que dão o seu melhor todos os dias pela segurança da população”, sublinhou Luís Carrilho.

A acusação do Ministério Público, conhecida na quinta-feira, refere que os nove elementos do Movimento Armilar Lusitano, onde estará um chefe da PSP, estão acusados de vários crimes e terão chegado a preparar um plano para atacar a casa de Luís Montenegro.

Segundo o processo, os arguidos mantinham ainda uma lista de pessoas e organizações sobre as quais terão “catalogado e/ou recolhido informações”, incluindo responsáveis políticos, figuras mediáticas e ativistas.

Entre os nomes referidos constam o antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ex-primeiro-ministro António Costa. A lista incluía também o humorista Ricardo Araújo Pereira, o locutor e humorista Nuno Markl, o ativista Mamadou Ba, o jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares e o músico Dino D'Santiago.

Entre as entidades visadas surgem ainda a SOS Racismo, o Alto Comissariado para as Migrações e o Movimento Vida Justa.

Perante a dimensão do caso, Luís Carrilho insistiu que o foco deve estar no trabalho das autoridades e dos tribunais, reiterando a necessidade de respeitar a presunção de inocência enquanto o processo segue os seus trâmites judiciais.

  • Fonte: Rádio Renascença
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