FEST traz "nova geração de cineastas" a Espinho a partir deste sábado
- 20/06/2026 03:30
- Redação
O "FEST - Festival Novos Realizadores, Novo Cinema" regressa este sábado a Espinho.
Nesta 22ª edição são esperados muitos filmes nacionais e internacionais de alguns dos cineastas emergentes mais promissores da atualidade.
Dez longas-metragens competem pelo Lince de Ouro deste ano, indo da ficção ao documentário. Já o Lince de Prata vai premiar, em categorias distintas, a melhor ficção, o melhor documentário e o melhor filme experimental de uma seleção de obras portuguesas.
Como habitual, há ainda outras categorias, como a competição de cinema académico NEXXT ou as curtas-metragens em Echoes. Para os mais novos, haverá também o habitual ciclo de filmes infantis FESTinha.
"Temos uma nova geração de cineastas que não hesitam em abordar uma série de questões, por mais controversas que possam ser", refere.
Nesse sentido, o responsável do festival refere que o evento "é um espaço privilegiado para dar a conhecer estas novas perspectivas", sublinhando as várias atividades de indústria que colocam novos cineastas em contacto com alguns dos grandes profissionais da indústria. Este ano, estarão presentes nomes como Danis Tanovic, realizador da Palma de Ouro "No Man's Land", Katie Spencer e Sarah Greenwood, responsáveis pela arte em filmes como "Barbie" ou "Darkest Hour", e Dan Laustsen, o diretor de fotografia habitualmente utilizado por Guillermo Del Toro.
"Vêm para participar numa série de atividades de 'networking'. O FEST procura criar uma espécie de fórum num sentido de partilha de perspectivas sobre o futuro do Cinema", indica Fernando Vasquez.
Já no encerramento, o FEST exibe "Complaint Nº. 713317", exemplo do peso que o cinema egípcio tem ganhado no festival nos últimos anos. É uma "pérola" que fala "do terror da burocracia", sobre um frigorífico que deixa de funcionar num momento chave e como uma simples queixa de consumidor pode "colocar em causa toda a estrutura de uma família".
Em destaque ainda estará uma retrospetiva dedicada ao cineasta polaco Andrzej Wajda no ano em que se assinalam o centenário do seu nascimento e dez anos desde a sua morte. Em jeito de homenagem, o FEST vai exibir as longas-metragens "Man of Marble", "A Generation" e "Man of Iron", todas do "grande nome da escola polaca das décadas de 60 e 70".
"Era o momento ideal para pegar na obra deste autor. É uma figura que associamos muito ao cinema de resistência. Ele trabalhou muito o impacto do estalinismo na Polónia. É um tipo de cinema que nunca teve medo de abordar os grandes perigos do seu tempo", realça Vasquez.
A complementar a programação, há, igualmente, uma seleção de cinco curtas-metragens feitas por estudantes da Escola Wajda. "É um dos muitos aspetos do legado este autor, uma das maiores referências no que toca ao ensino de cinema na Europa".
"É um dos grandes objetivos do nosso festival: mostrar os primeiros passos da carreira de um autor", reitera o responsável.