Castro Almeida admite que limpeza das florestas é “problema impossível de resolver”
- 20/06/2026 04:50
- Redação
“Eu não tenho dúvida, mas aí não há recursos possíveis. E não é falta de dinheiro, o dinheiro existe, há dinheiro disponível para fazer o levantamento da madeira que está no chão, toda ela que seja possível, o que não há é recursos para esse efeito”, lamenta o ministro da Economia.
Questionado sobre a necessidade de cadastrar os terrenos, Castro Almeida diz que o Governo está “a tentar resolvê-lo, mas é muito lentamente. Ainda estamos com 30 e poucos por cento do território cadastrado. É ainda muito pouco”.
Castro Almeida refere que está a fazer-se um “trabalho grande para procurar cadastrar. Agora, mais importante do que o cadastrar, que também é importante saber de quem é, mas é importante é a ideia do emparcelamento da propriedade. Esse é que é o problema maior”, salienta o governante, que admite que “não se ordena com pequeníssimas propriedades”.
Neste programa, Castro Almeida faz ainda contas aos apoios que já foram disponibilizados pelo Estado às vítimas das tempestades de janeiro. Até ao final do mês, tirando Leiria e Marinha Grande, que “têm um peso avassalador” de casos, “cerca de 150 municípios vão estar com o assunto resolvido a mais de 90%, portanto, vão estar quase concluídas”.
O ministro da Economia diz compreender “absolutamente” que “nenhum município, está preparado para ter agora 10 mil pedidos, ter de fazer 10 mil verificações. Ninguém tem recursos para isto”.
Passados cinco meses após as tempestades, o ministro considera que o Governo, as autarquias locais, “na sua esmagadora maioria estão a fazer o trabalho que deviam”, lamentando que “infelizmente, muita gente, alguns poucos milhares de pessoas, ainda estão à espera de solução para o seu problema” e que “ninguém lhes vai dizer que 5 meses depois que é um prazo razoável”.
Ainda assim, e passados estes meses, o ministro da Economia e da Coesão Territorial diz que não vê “de que outra forma” o Estado “podia ter sido mais ágil”.