JSD defende "não é não" à violência sexual e pede penas efetivas para crimes sexuais
- 20/06/2026 08:50
- Redação
O líder da JSD defendeu este sábado penas efetivas para os crimes de violência sexual e um militante de Aveiro mencionou antigos líderes, incluindo Passos Coelho, no congresso, para defender que se "olhe para a frente".
Na fase de discussão das propostas temáticas, o novo líder da JSD, João Pedro Luís, dirigiu-se pela primeira vez nesta qualidade ao Congresso do PSD, reunido em Anadia (distrito de Aveiro) até domingo, apresentando a moção desta estrutura exclusivamente centrada nos crimes de natureza sexual, intitulada "Não é Não! Penas Efetivas para Crimes Sexuais".
"Para nós "não é não" não é apenas um slogan para outdoors, tem de ser um limite intransponível que deve ser respeitado pela sociedade e garantido pelo Estado", afirmou.
Por isso, a moção defende "consequências reais e não simbólicas", para estes crimes, manifestando-se contra penas suspensas nestes casos.
"É preciso uma resposta mais firme, mais clara, que tem de estar à altura do sofrimento das vítimas", disse.
Antes, o militante de Aveiro, Tiago Palha, foi o primeiro congressista a levar ao púlpito do Velódromo de Sangalhos o nome do antigo líder do PSD e primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, a par de outros ex-presidentes.
"Estamos em época de Mundial, e todos já sabemos como é que isto costuma ser: a culpa é do Ronaldo. Mas na política não é diferente. Noutros tempos, noutras circunstâncias, isto já foi tudo culpa do Passos, ou do Cavaco, ou do Sá Carneiro. Isto até já foi culpa do D. Sebastião", disse.
O militante acrescentou que esta atitude é habitual: "Enquanto estão, nunca estamos satisfeitos, não os valorizamos, ficamos sempre à espera do que poderão fazer mais por nós".
"A seguir, quando já não estão cá, com o passar do tempo, numa espécie de saudosismo quase messiânico, começam a surgir vozes a pedir o regresso ao passado, a um tempo que já passou. Mas a verdade é esta: não é a olhar para trás que conseguimos olhar para a frente", defendeu.
Depois de apresentadas as 18 propostas temáticas, os trabalhos do Congresso fecharam para almoço, retomando às 15h00, com 78 inscrições para intervir, entre.
Entre estas intervenções, estarão as de 15 dos 16 ministros do atual Governo PSD/CDS-PP (só não está em Sangalhos o ministro da Defesa e líder do CDS-PP, Nuno Melo).