Dalot. "Queremos Portugal connosco, mas também sabemos que há pessoas que não querem"
- 20/06/2026 10:50
- Redação
O defesa Diogo Dalot falou este sábado aos jornalistas. O ambiente na equipa após o tropeço da primeira jornada voltou a dominar a conferência de imprensa.
"Diria bom, obviamente dias difíceis depois de um resultado que não era o que queríamos. O foco vai mudando com os dias e estamos com o grande objetivo de vencer o próximo jogo".
"Já é sabido a capacidade que o Cris tem em lidar com a crítica. Aquilo que ele dá e transmite é que esta crítica faz parte. A confiança que ele passa sempre foi a mesma. Enquanto representar a Seleção, ele terá essa capacidade e pronto para ajudar".
"Acredito que sim. Principalmente jogadores, tentamos sempre encontrar uma forma positiva de não fugir à responsabilidade, mas de termos os pés na terra. Para ganhar uma prova destas é impossível não passar dificuldades. Reinventar-se um pouco durante a competição. Tentar olhar para o resultado e exibição como uma oportunidade para melhorar. Somos os primeiros a perceber que há coisas a melhorar. É importante continuar a sentir o apoio, mas é impossível ganhar um Mundial sem dificuldades".
"Vencer é o mais importante. Convincente ou não, uma vitória é uma vitória. Todos os pontos que consigamos para passar à próxima fase são sempre importantes. Vamos ter pela frente uma seleção aguerrida. Não podemos esperar um jogo fácil, mas cabe-nos encontrar soluções e no jogo conseguir vencer. Esse é o foco".
"Sem dúvida. O tempo é curto, não temos tempo para treinar entre jogos, mas há aspetos que foram óbvios para nós. Se tivéssemos que jogar no dia seguinte conseguíamos retificar esses detalhes. Estando dentro de campo é mais difícil de ajustar. O bom do futebol também é isso, haver uma oportunidade no jogo seguinte".
“Obviamente há milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe e outras não. Mas se quiseram remar connosco, vamos remar e o barco não vai parar. É o que queremos passar. A crítica vai fazer sempre parte do processo. Nós próprios somos os primeiros a querer fazer a diferença. Como grupo estamos bem, fortes, coesos, sabemos o que temos que fazer para ganhar. Queremos Portugal connosco, mas também sabemos que há pessoas que não querem".
"Estive sempre em grande competição. Sou o primeiro a querer jogar, sempre foi o meu objetivo. O que consigo controlar, tento ao máximo fazê-lo. Sempre que tive oportunidade, consigo ajudar, ainda para mais numa competição como esta. É comum entre todos de perceber que só podem jogar 11. Numa competição destas, é muito difícil não haver oportunidades para toda a gente e estarei pronto, com sangue na guelra."
"Será sempre positivo porque cria dinâmicas. Esta é uma das grandes vantagens de termos um grupo que partilhou muito balneário, muitos momentos em campo juntos. Se esta dupla é melhor do que a outra não faz muito sentido. Tentamos comparar e é normal. Temos que perceber que as dinâmicas são diferentes, o modelo de jogo também. Um grande jogador tenta encontrar soluções. Além de terem qualidade nos clubes, conseguem chegar à Seleção e adaptar-se".
"Criou-se uma grande expectativa. Nunca escondi nem quero esconder a responsabilidade, mas uma coisa é a expectativa e outra o que fazemos na realidade. Se temos capacidade? Sem dúvida. Se estamos a fazer por isso? Claro. No último jogo não fizemos o suficiente, mas temos mais uma oportunidade para alterar. Temos 90 minutos para ganhar um jogo. Essa ansiedade de ganhar o jogo e controlar isso acabou por trair-nos um pouco em termos de jogo jogado. Daí as declarações do mister. Pensar nos 90 minutos em que temos que desfrutar e não ter essa ansiedade. Queremos chegar ao final vitoriosos".
"Sem dúvida. Sei onde quer chegar com a pergunta. Temos uma grande equipa e já demonstrámos".
"Como deves imaginar não vou ter com o mister para dizer 'se precisar de mim para jogar a guarda-redes...'. Ele sabe que há jogadores com a capacidade de jogar em várias posições. Faz sentido para mim dar a entender aos treinadores que tenho essa capacidade, mas não fui bater-lhe à porta. Ele sabe".
A seleção portuguesa vai defrontar o Uzbequistão, terça-feira, a partir das 18h00, na segunda jornada da fase de grupos. A equipa das quinas vem de um empate diante da RD Congo.