D. António Augusto Azevedo quer reforçar a formação cristã e envolver mais famílias na catequese
- 20/06/2026 13:41
- Redação
A Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) inicia um novo mandato de três anos com uma equipa alargada e o objetivo de aprofundar a formação cristã em Portugal, sobretudo junto das crianças, jovens e adultos que procuram a fé.
A composição do organismo foi aprovada pela Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa e mantém na presidência o bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, que considera que o reforço da equipa permitirá enfrentar com maior capacidade os desafios pastorais dos próximos anos.
“Estamos contentes com a nova comissão, reforçada em relação à anterior, com pessoas com muita qualificação nesta área”, afirmou o responsável, em declarações ao Educris.
Além de D. António Augusto Azevedo, a comissão integra os bispos D. António Moiteiro, D. Manuel Pelino Domingues, D. Nuno Almeida e D. Rui Gouveia, bem como Fernando Moita, secretário da comissão e diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã.
O presidente da CEECDF destaca a experiência acumulada dos membros da equipa, sublinhando o contributo de D. Manuel Pelino Domingues na elaboração de novos materiais catequéticos e a formação especializada de D. Rui Gouveia. Sobre D. Nuno Almeida, realça a ligação à pastoral juvenil e à catequese, considerando que a sua participação será “uma mais-valia” para o trabalho a desenvolver.
Entre os principais objetivos para o triénio 2026-2029 está a implementação do Itinerário de Iniciação à Vida Cristã das Crianças e dos Adolescentes com as Famílias, um projeto que a Igreja Católica tem vindo a desenvolver para renovar a catequese.
Segundo D. António Augusto Azevedo, o desafio passa agora por transformar esse trabalho teórico numa realidade concreta nas comunidades.
“Na catequese o primeiro desafio passa por pôr no terreno o Itinerário da Vida Cristã, para que chegue efetivamente ao terreno e que signifique um passo em frente na formação cristã das novas gerações”, afirmou.
O bispo de Vila Real defende que o sucesso desta missão depende da participação de toda a comunidade eclesial.
“É necessário o envolvimento de todos: da comissão, dos secretariados diocesanos, do clero, das famílias e dos restantes organismos da Igreja”, sublinhou, acrescentando que “todos são necessários para este grande trabalho”.
Outra das áreas que a comissão pretende reforçar é a iniciação cristã de adultos, perante o aumento do número de pessoas que procuram a fé sem terem recebido formação religiosa na infância.
“Temos muitos adultos que não tiveram iniciação cristã e é necessário olhar para esta nova realidade”, considerou D. António Augusto Azevedo.
Para o responsável, a Igreja deve adaptar-se a este contexto e encontrar respostas adequadas para quem procura tornar-se cristão.
“É preciso procurar as respostas que melhor possam responder aos anseios e necessidades dos que querem ser cristãos”, afirmou.
A valorização da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) e o acompanhamento das escolas católicas continuam igualmente entre as prioridades da comissão.
O organismo pretende acompanhar a evolução destas realidades educativas e refletir sobre os desafios que enfrentam num contexto social e cultural em constante transformação.
A propósito do arranque dos exames nacionais do ensino secundário, D. António Augusto Azevedo deixou uma mensagem de incentivo aos estudantes portugueses.
O presidente da CEECDF recordou que os exames representam uma oportunidade para os alunos demonstrarem o conhecimento adquirido ao longo do ano letivo.
“Os exames são uma verificação do trabalho realizado ao longo do ano”, salientou.
Dirigindo-se também aos professores, reconheceu a exigência desta fase do calendário escolar e agradeceu o trabalho desenvolvido nas escolas.
“Quero deixar uma palavra a todos os professores envolvidos neste grande trabalho para que saibam cumprir bem a sua missão”, apelou.
O bispo concluiu manifestando o desejo de que os estudantes enfrentem esta etapa com confiança e consigam demonstrar tudo aquilo que aprenderam ao longo do ano.