Ministra da Saúde diz que a imigração esconde o aumento dos médicos de família

Ministra da Saúde diz que a imigração esconde o aumento dos médicos de família

  • 20/06/2026 14:09
  • Redação

A ministra da Saúde pediu mais alguns minutos para a sua intervenção no Congresso, por ser a primeira vez que tinha “a oportunidade de prestar contas aos militantes do meu partido”. Ana Paula Martins justificou o pedido com o conjunto de medidas que o Governo tem vindo a implementar para melhorar o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Entre essas medidas, destacou o reforço do número de médicos de família nos centros de saúde. Contudo, admitiu que esse aumento não é visível para muitos cidadãos devido ao crescimento da população residente nos últimos anos.

Segundo a governante, “o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família parece não existir. Mas existe, é real e vai continuar a ser real nos próximos meses”. Ana Paula Martins atribuiu essa perceção ao aumento populacional registado nos últimos anos e à pressão adicional sobre os serviços de saúde.

A ministra abordou também as críticas de que tem sido alvo e reconheceu que as sondagens a colocam entre os membros menos populares do Executivo. Ainda assim, defendeu que a sua atuação é guiada pelo sentido de responsabilidade e não pela procura de popularidade.

“Não confundo popularidade com responsabilidade”, afirmou, acrescentando que aceita “com humildade todas as críticas”, mas que, “enquanto estiver em funções”, continuará a cumprir o programa do Governo.

As palavras da ministra motivaram uma prolongada ovação dos delegados ao Congresso, que se levantaram para a aplaudir, repetindo o gesto já demonstrado anteriormente à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

Ao fazer um balanço da governação na área da saúde, Ana Paula Martins apontou ainda a evolução registada nas urgências hospitalares. Recordando a situação encontrada quando a AD chegou ao poder, afirmou que “as urgências, que eram um caos quando, há dois anos, a AD ganhou as eleições, estão agora com maior estabilidade e quase a suprir todas as necessidades do país”.

A ministra recordou ainda a mediatização dos constrangimentos vividos no passado, questionando os congressistas: “Quem não se lembra dos ataques que nos faziam nas aberturas dos telejornais, nas capas dos jornais, com oito, nove ou até doze urgências fechadas ou em regime de rotatividade?”. Em contraste, lamentou que atualmente não exista o mesmo destaque para o facto de as urgências estarem abertas e de estarem a servir melhor as populações.

A cabeça de lista da AD por Vila Real nas últimas eleições legislativas terminou a intervenção deixando uma garantia sobre o futuro do SNS. “Não vou dar boas notícias à oposição, porque deixaremos o Serviço Nacional de Saúde em melhores condições do que aquelas que encontrámos”, afirmou, recebendo novos aplausos da assistência.

Depois de o primeiro-ministro ter apresentado a moção ao final da manhã, os membros do Governo foram subindo ao palco ao longo da tarde para prestar contas da atividade desenvolvida nas respetivas áreas de tutela, incluindo os ministros independentes que não são militantes do PSD.

  • Fonte: Rádio Renascença
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