Carlos Eduardo Reis aconselha Governo a chamar PS para negociar e avisa sobre “risco” de normalizar o Chega
- 21/06/2026 03:06
- Redação
Um dia depois de o Parlamento ter rejeitado o pacote laboral, o antigo deputado do PSD Carlos Eduardo Reis pede reflexão ao congresso de Anadia e sugere ao líder do partido, Luís Montenegro, chamar o PS a jogo “porque teve responsabilidades na situação a que o país chegou”.
O antigo deputado social-democrata, que ficou fora das listas nas últimas eleições legislativas, avisa ainda o primeiro-ministro que o PSD não pode deixar “o espaço charneira para um partido como o Chega, porque senão acontece-nos aquilo que aconteceu com o pacote laboral”, avisa, considerando que há parceiros mais e menos confiáveis.
“Corremos é o risco de outra coisa. É saber depois quem é que dá o abraço do urso a quem? Corremos o risco de normalizarmos o Chega a um ponto em que as pessoas já não entendam que há uma diferença entre votar em nós e votar no Chega. E é isso que eu acho que é o alerta importante neste Congresso” avisa.
O líder da distrital de Braga, que venceu as eleições sem o apoio da direção de Luís Montenegro, deixa ainda um outro conselho ao PSD: é preciso ter empatia e explicar aos portugueses as reformas que o Governo quer fazer.
“E há outra ideia, que é muito importante passar e que para mim é fundamental e que tem que ver com o sucesso das medidas, que é a empatia. Nós temos de ter o cuidado de ter empatia em relação aos portugueses quando fazemos alterações que mudam a vida das pessoas.”
Carlos Eduardo Reis conquistou a distrital de Braga, uma das mais importantes do partido pelo número de militantes e por ser a terra de Hugo Soares, o homem forte do aparelho do PSD.
No congresso de Anadia pediu reflexão sobre como lidar com os dois maiores partidos da oposição: “Porque estamos numa fase em que esta colocação de patamar igual entre Chega e PS pode definir o resto da legislatura. Portanto, este congresso deve servir para essa reflexão. E essa reflexão é importante. O alerta não é uma crítica”.