Montenegro volta à promessa: "No dia em que tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia"
- 21/06/2026 08:27
- Redação
No encerramento do 43º Congresso do PSD, em Anadia, este fim-de-semana, o líder do PSD pediu: "Quero dizer aos portugueses que não se deixem enganar, baixar a idade da reforma hoje é cortar pensões amanhã".
Luís Montenegro volta a dizer uma frase que disse durante a sua primeira campanha para as eleições legislativas, em 2024: "No dia em que tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia".
O primeiro-ministro garante que o "PSD nunca escolheu o calculismo" e volta ao ataque ao PS e Chega, que chumbaram o pacote laboral na passada sexta-feira.
"Sempre que surge uma reforma para o futuro, logo aparecem forças políticas para as travarem, por vezes até obstinadas em fazer com que tudo fique na mesma", atira o líder social-democrata.
E distingue o PS: "Umas ficam presas que pertencem ao passado e não têm futuro". E o Chega: "Outras parecem preferir quase sempre a conveniência do momento".
Montenegro começou por agradecer a presença de todos e a desejar um "bom mandato" aos novos eleitos para os órgãos do PSD.
Depois de anunciar uma série de medidas, o primeiro-ministro avisou que o PSD "não serve só para administrar apenas as circunstâncias do momento", nem para "gerir expectativas do futuro" e promete ser o primeiro-ministro das reformas.
"Coragem para tomar decisões, ambição para transformar Portugal e sentido de Estado para colocar sempre o interesse das pessoas à frente de qualquer interesse individual", promete Luís Montenegro.
O líder do PSD afirma, a terminar: "O melhor de Portugal não pertence ao passado, está a chegar, vamos fazer Portugal maior".
O primeiro-ministro elogiou ainda a presença da Chefe da Casa Civil, Cláudia Ribeiro, a quem deixou a garantia de que o PSD vai ter uma "colaboração construtiva e estratégica com o Presidente da República".