Como o PSD fingiu que não vive um psicodrama

Como o PSD fingiu que não vive um psicodrama

  • 21/06/2026 11:49
  • Redação

Nada disso foi discutido em Congresso, sendo apenas aflorado, curiosamente, por Hugo Soares, o panzer de Montenegro, líder parlamentar e secretário-geral do partido, que percebeu que o PSD e o Governo não podem limitar-se à sobranceria que André Ventura aproveita sempre em proveito próprio.

"Nós vamos continuar a responsabilizá-los porque a responsabilidade que eles têm foi a responsabilidade que o povo português lhes deu nas urnas. A nós disseram-nos para governar, a eles disseram para dialogar connosco, no Parlamento que é o sítio certo", disse Hugo Soares.

É a vida, tem de ser. O PSD e o Governo estão destinados a procurar consensos em áreas que não levantem os cabelos de sindicatos, patrões e gente do próprio partido, como Lucinda Dâmaso, a presidente da UGT e até este congresso vice-presidente social-democrata que votou contra a reforma laboral numa assembleia geral da central sindical e foi afastada.

Ou se assume uma crise política e se atira a toalha ao chão ou algo tem de mudar para o resultado ser diferente. Tudo até pode passar por uma micro remodelação do Governo, fazer um reset ao tom com que se discute com a oposição e, eventualmente, fazer escolhas sobre parceiros. Se o Chega deixou de ser confiável, qual é a conclusão? Se o PS passou a ser mais radical com José Luís Carneiro, qual é a conclusão? Benvindos a mais um psicodrama.

PS - Internamente, Montenegro soube jogar escolhendo para as suas vice-presidências potenciais sucessores, de Sebastião Bugalho, passando por Pedro Duarte e Carlos Moedas, integrando diversas sensibilidades, numa tentativa de criar o ambiente de que está tudo bem entre todos no partido.

De registar que, no PS, António Costa pôs à mesma mesa de um congresso os seus potenciais sucessores e não correu propriamente bem. De registar também que, a partir de agora, o PSD tem vice-presidentes que cobrem todas as regiões do país, do Norte/Porto de Pedro Duarte, ao Sul/ Alentejo de Carlos Moedas e à Europa onde está instalado Bugalho.

  • Fonte: Rádio Renascença
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