Linkin Park no Rock in Rio. "Para mim é um sonho" e a crónica do segundo dia de festival
- 21/06/2026 16:30
- Redação
Outros 30 minutos e já estamos a ouvir as indicações para entrar nos autocarros da Carris, especialmente indicados para quem quer evitar ir a pé até ao Parque Papa Francisco. “Shuttle Carris – Rock in Rio”, pode ler-se na fronte. À hora a que apanhamos o autocarro tudo flui em condições no ponto determinado para o apanhar. Não há filas, ao contrário do que terá acontecido 24 horas antes, com queixas de participantes pelo tempo de espera a horas de sol ardente.
“Reservei na aplicação, mas o meu irmão comprou agora”. Uma situação fraterna, entre dois irmãos que vivem em cidades diferentes, e que ilustra o que terá acontecido com tantos outros familiares e amigos. De diversas partes do país vieram até ao Rock in Rio para ver os artistas que mais gostam. “Linkin Park é a minha banda favorita desde quando tinha 15 anos, não temos o Chester Bennington, mas para mim é um sonho”, respira de alegria um fã mesmo prestes a apanhar a carreira destinada ao festival.
Entre os artistas prediletos para esta segunda de quatro datas do festival, um grupo emerge nas preferências. À frente de Kaiser Chiefs ou Cypress Hill, Linkin Park é realmente o nome mais ouvido nas entrevistas.
“A cultura faz-se dos artistas, mas também dos técnicos, dos produtores, de todos aqueles que contribuem para estes eventos, para que a magia aconteça em cima de um palco”, sublinha Margarida Balseiro Lopes, numa entrevista que acontece na tenda VIP do evento.
Até ao final do mês haverá um relatório acerca da revisão do estatuto do profissional da cultura. E a 13 de Julho acontecerá uma sessão pública “para discutirmos de que forma é que o estatuto, que neste momento chega a cerca de dois mil profissionais – e, obviamente, a cultura não tem apenas dois mil profissionais –, como é que nós conseguimos que o estatuto seja mais efetivo, mais simples, menos burocrático e cumpra o objetivo que levou à sua criação, que foi dar melhores condições aos profissionais”. O compromisso com o grupo de trabalho responsável pelo tema é que até ao final de setembro seja feita uma proposta à tutela com uma revisão possível da lei.
Noutra vertente, e para garantir que “a Cultura chega mesmo a toda a gente, que é para todos”, a governante estabelece como meta remover todos os obstáculos que impedem “que todos estejamos em igualdade de circunstância”. Ou seja, assegurar que independentemente da dificuldade, qualquer pessoa consiga estar fisicamente nos aparelhos culturais. Atualmente, a lei prevê que entidades públicas sejam obrigadas a dar um bilhete de acompanhante gratuitamente a quem dele precise, mas o mesmo ainda não acontece nos privados. “O meu objetivo é sentar-me com os privados e estudar de que forma é que conseguimos alargar”, sublinhou (referindo que tudo avançará depois de junho, cumprido o primeiro semestre de implementação da medida no setor estatal).
Em época de campeonato do mundo de futebol, era incontornável perguntar à ministra também responsável pela pasta do Desporto acerca da prestação da seleção nos Estados Unidos da América. “Tivemos um jogo, vamos ter ainda os próximos dois jogos, na terça-feira e no sábado, portanto estamos naturalmente com expectativa para esses dois jogos”, revelou Balseiro Lopes, avançando ainda que “em princípio” vai estar presente na terceira partida da equipa das quinas – contra a Colômbia, no derradeiro jogo da fase de grupos.
Gonçalo Matias, ministro da Reforma do Estado, veio até ao festival depois de um congresso do PSD “de unidade, de união à volta do líder, do primeiro-ministro”, refere.
Num evento com tantos milhares, ademais sendo dia de casa cheia, o governante vê uma oportunidade de teste para usar as mais avançadas tecnologias ao serviço da população. No fundo, começar com uma escala menor para aplicar numa maior. “Quando temos eventos controlados, bem organizados, com segurança, podemos usar a tecnologia, para depois testar e escalar para situações da vida real, por exemplo, na cidade de Lisboa, ou noutros centros urbanos e no país, em situações em que isso possa justificar-se”.
Depois de ter assistido a uma apresentação sobre distribuição do trânsito e de pessoas no festival, e em toda a área circundante, Gonçalo Matias explicou que tal “permite-nos controlar em tempo real essas movimentações” e “testar uma tecnologia com Inteligência Artificial que vai ser fundamental para o futuro para prevenirmos não só as dificuldades como também gerir melhor os seus centros urbanos”.