Concessão de linhas ferroviárias urbanas. O que vai acontecer?

  • 22/06/2026 03:35
  • Redação

Este fim de semana, o primeiro-ministro anunciou que a linha ferroviária de Cascais vai ser a primeira a ser concessionada.

A ideia é garantir a subconcessão da operação de linhas urbanas a operadores privados, como é o caso da Linha de Cascais, mas essa é uma possibilidade também para outras linhas como Sintra/Azambuja, Sado e Porto.

Ou seja, o serviço passará a ser assegurado por operadores privados e não em exclusivo pela CP.

Não houve uma explicação clara para a escolha, no entanto o município de Cascais, por exemplo, há muito que defendia a transferência da gestão da linha para os municípios.

Outra explicação passa pelo facto de se tratar de uma linha que pelo seu isolamento pode servir para testar entrada de privados, sem afetar o resto da rede nacional.

Não. O operador terá a responsabilidade de colocar as composições a e de gerir as bilheteiras.

Para isso, pagará uma taxa de uso de infraestrutura à Infraestruturas de Portugal que continuará a mandar nas linhas e nas estações gerindo a sinalização e a segurança da via.

Há vários benefícios apontados: mais comboios a circular, melhor ligação horária e de bilhética entre os comboios e as redes de autocarros locais.

O Governo assegura que o modelo de passes metropolitanos integrados vai manter-se, tal como já acontece noutra linha privada da Grande Lisboa e que tem operação da a Fertagus.

Ainda assim, alguns movimentos de utentes alertam para a possibilidade aumento de preços, uma vez que o lucro deixa de reverter para o sistema público.

De acordo com algumas análises, sobretudo as mais críticas e, desde logo do PCP, a CP pode perder capacidade financeira para manter comboios nas linhas do resto do país que dão prejuízo.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: