Keir Starmer emociona-se ao anunciar demissão. Reino Unido conhece novo primeiro-ministro no verão
- 22/06/2026 04:37
- Redação
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou, esta segunda-feira, que vai renunciar ao cargo. O próximo deverá ser conhecido ainda este verão e assumir o poder no regresso aos trabalhos do parlamento, em setembro.
Num curto discurso em frente ao nr. 10 de Downing Street, Starmer assegurou que vai fazer tudo o que for possível para garantir uma transição de poder tranquila.
Numa declaração de poucos minutos, o líder dos Trabalhistas refletiu sobre o que alcançou em menos de dois anos após a sua vitória expressiva e lamentou a saída mais abrupta do que esperava, depois de ter prometido colocar um ponto final no caos da política britânica.
"A pergunta que o meu partido faz agora é se eu sou a pessoa mais indicada para nos liderar nas próximas eleições gerais. Já ouvi a resposta do meu grupo parlamentar e aceito-a com dignidade", admitiu, ao anunciar que se demitia e que já o tinha indicado, esta manhã, ao rei Carlos III. Resignado, garante que, apesar de querer continuar, coloca "o país à frente" das suas próprias ambições e prepara o caminho para quem lhe suceder.
De acordo com o que programou junto do partido, as nomeações para se encontrar quem o substitua serão abertas a 9 de julho. Enquanto isso, Starmer continua no posto e "tudo fará para garantir uma transição de poder ordeira". "Darei ao meu sucessor o meu total apoio", garantiu, enquanto, já emocionado, agradecia o apoio da família e manifestava vontade de voltar a ser melhor marido e pai no final desta aventura.
A decisão surge após meses de especulação e na sequência dos resultados desastrosos alcançados pelo partido no último escrutínio a nível local, em maio. Na passada sexta-feira, Any Burnham, presidente da Câmara Municipal de Manchester, venceu as eleições parlamentares que lhe permitem regressar ao Parlamento e, assim, poder garantir caminho para a liderança (segundo as regras políticas do Reino Unido). Dessa forma, não há lugar a novo sufrágio nacional e quem liderar o Partido Trabalhista torna-se primeiro-ministro. Será o sétimo a assumir o lugar em dez anos.