Ex-ministro espanhol dos Transportes condenado a 24 anos e três meses de prisão
- 22/06/2026 07:14
- Redação
O ex-ministro espanhol dos Transportes, José Luis Ábalos, foi condenado a 24 anos e três meses de prisão, num processo centrado na alegada manipulação na aquisição de máscaras durante a pandemia da Covid-19.
O Supremo Tribunal divulgou a sentença do primeiro julgamento do caso Koldo, e a Secção Penal condenou o ex-dirigente socialista a 24 anos e três meses de prisão.
O caso Koldo é uma investigação de corrupção em Espanha que envolve subornos, comissões ilegais e manipulação de contratos públicos, sobretudo durante a pandemia de COVID‑19.
O antigo assessor ministerial, Koldo García, e o empresário Víctor de Aldama foram condenados a 18 anos e meio e a quatro anos e meio, mas o último poderá não cumprir pena efetiva no caso de cumprir um conjunto de requisitos a determinar.
O Supremo convocou os advogados de defesa de Ábalos, Koldo García e Aldama, bem como a acusação, para lhes dar a conhecer o acórdão, na sequência do julgamento que ficou à espera de sentença no passado dia 6 de maio, após 14 sessões em que testemunharam mais de 70 pessoas, entre responsáveis públicos, funcionários, empresários, peritos, guardas civis e pessoas próximas dos arguidos.
A Secção Penal quis também informar pessoalmente os arguidos e solicitou a comparência por videoconferência do ex-ministro e do seu antigo assessor a partir da prisão de Soto del Real (Madrid), onde se encontram em prisão preventiva desde 27 de novembro passado, enquanto Aldama, o único dos três que se encontra em liberdade, se deslocou à sede do Supremo Tribunal com o seu advogado, José Antonio Choclán.
Segundo o El País, Ministério Público pediu 24 anos de prisão para o ex-ministro e 19,5 anos para o seu antigo assessor por terem constituído, juntamente com o empresário, “uma verdadeira organização criminosa” cujo objetivo era obter um benefício “ao abrigo do cargo que Ábalos ocupava”.
O mesmo diário espanhol escreve que as defesas de Ábalos e García pediram a absolvição e criticaram a falta de provas contra eles, enquanto a defesa de Aldama — para quem a acusação pediu sete anos de prisão, aplicando-lhe a circunstância atenuante da confissão — solicitou uma redução maior da pena e defendeu a importância da sua colaboração.