Messi torna-se o melhor marcador em Mundiais. A cronologia do feito histórico
- 22/06/2026 14:00
- Redação
O argentino Lionel Messi está (ainda mais) na história dos Campeonatos do Mundo ao tornar-se o melhor marcador da competição com o golo marcado frente à Áustria, na segunda jornada.
Messi ainda falhou um penálti no arranque da partida, mas inaugurou o marcador frente à Áustria, aos 39 minutos.
O avançado do Inter Miami eleva a sua contagem pessoal para os 17 golos e deixa para trás o alemão Miroslav Klose.
O recorde de Klose durou 12 anos. Faturou 16 vezes em quatro fases finais: cinco golos em 2002, outros cinco no Mundial que disputou em solo alemão, em 2006, quatro em 2010 e fechou um ciclo de ouro com dois golos em 2014, ano em que a Alemanha venceu a competição.
A relação de Messi com os Campeonatos do Mundo não foi fácil. Chegou a ser quase consensual que Messi não conseguia render tanto pela seleção e nos Mundiais como no Barcelona.
Messi também nunca foi consensual dentro da própria seleção, nem no próprio país, por tardar em conseguir levantar o troféu.
O avançado estreou-se no torneio em 2006, após uma época de afirmação no Barcelona. O torneio não foi memorável e a Argentina caiu nos quartos de final frente à Alemanha. Messi fez apenas três jogos, foi titular apenas num deles, e marcou o seu primeiro frente à Sérvia e Montenegro.
Quatro anos depois, Messi era uma estrela consagrada. Já tinha sido eleito Bola de Ouro e chegava à competição após 47 golos pelo Barcelona de Pep Guardiola.
Orientados por Diego Maradona em 2010, o torneio voltou a correr mal aos argentinos, que repetem o pesadelo: eliminação nos quartos de final frente aos germânicos. O ponto negativo foi Messi, que não marcou qualquer golo no torneio.
Em 2014, Messi foi esmagador na fase de grupos. Marcou um golo frente à Bósnia e Herzegovina, outro frente ao Irão e bisou contra a Nigéria. A Argentina chegaria até à final, mas Messi não tornou a faturar.
A frase "o futebol são 11 contra 11 e no final vence a Alemanha" assenta que nem uma luva à história recente da Argentina. Pelo terceiro torneio consecutivo, Alemanha levou a melhor, levantando o troféu.
Dois anos depois, Messi chegou a retirar-se da Argentina, após perder a final da Copa América, em 2016.
Acabaria por voltar mais tarde e o Mundial da Rússia, em 2018, foi muito negativo. Provavelmente, o pior para a seleção na era Messi. A Argentina só venceu um jogo na fase de grupos e caiu frente à França, logo nos oitavos de final. Messi juntou mais um golo à sua contagem, frente à Nigéria.
A consagração do pequeno mágico surgiu, provavelmente, no momento mais inesperado. Aos 36 anos, depois de ter trocado o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, Messi conduziu a Argentina à glória.
O treinador Lionel Scaloni deu um novo ânimo à equipa e conseguiu retirar o melhor de Messi. O avançado marcou sete golos e só ficou em branco na última partida da fase de grupos, contra a Polónia.
Marcou com a Arábia Saudita na derrota da primeira jornada, voltou a faturar e assistir frente ao México e foi protagonista nos jogos do mata-mata.
Messi decidiu o jogo frente à Austrália dos oitavos de final, marcou e assistiu contra os Países Baixos na ronda seguinte e voltou a faturar nas meias-final contra a Croácia.
Na final, escreveu o seu nome na história ao marcar dois golos frente à França de Kylian Mbappé. A Argentina levou a melhor nos penáltis e Messi levantou o troféu com a braçadeira de capitão.
O próprio assumiu que o Mundial do Qatar seria o seu último, mas a longevidade levou-o ao Mundial que se realiza nos Estados Unidos da América, México e Canadá.
Estreou-se com um "hat-trick" frente à Argélia e marcou o golo história na segunda jornada, contra a Áustria.
Messi entrou para o torneio fora do pódio de melhores marcadores. Em dois jogos, superou os 13 golos do francês Just Fontaine, os 14 do alemão Gerd Muller, os 15 de Ronaldo Fenómeno e os 16 de Miroslav Klose.
O recorde de Messi pode não resistir tanto tempo quanto o de Klose, uma vez que Kylian Mbappé leva já 14 golos marcados. Mediante o desempenho individual de ambos e da caminhada das respetivas seleções, o francês poderá até reclamar o trono nas próximas semanas.
O Mundial 2026 marca a despedida do avançado argentino, sendo que Mbappé ainda terá mais oportunidades para superar Messi.
Mbappé estreou-se no Mundial com quatro golos em 2018, ano em que levantou o troféu. Foi o melhor marcador do Mundial do Qatar, com oito golos registados, mas perdeu a final para a Argentina de Messi.
A sua terceira Copa arrancou no mesmo ritmo: bisou frente aos Camarões, elevando o seu total para 14 golos em 15 jogos disputados. Esta noite, tem uma nova oportunidade frente ao Iraque.