Serviços de Informação não foram informados dos ataques de grupo neonazi que visavam Montenegro e Marcelo
- 23/06/2026 04:15
- Redação
Os serviços de informação não foram informados dos ataques que os membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL) queriam levar a cabo contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e contra o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, notícia o jornal “Público”.
O mesmo jornal acrescenta que os planos do grupo foram conhecidos no final do ano passado, após a conclusão de perícias informáticas aos oito terabytes de dados apreendidos nas buscas ao MAL, em junho desse ano.
Mas mesmo quando descobriram o que se tinha passado entre o início de 2024 e meados de 2025, tanto a Polícia Judiciária (PJ) como o Ministério Público optaram por não partilhar a informação na Unidade de Coordenação Antiterrorismo (UCAT), um órgão de coordenação e partilha de informações, no âmbito da ameaça e do combate ao terrorismo.
A partilha de informação em sede da UCAT (Unidade de Coordenação Antiterrorismo) não implicava necessariamente que se fizessem avaliações às mais de 170 pessoas que integravam a "Lista de Indesejáveis".
Isto porque até se podia chegar à conclusão que, como as conversas onde os ataques são referidos, a maior parte feitas através da plataforma Signal, já tinham vários meses, já não havia risco.
Entretanto, tinha havido uma operação da PJ que resultou na detenção de seis elementos do MAL, quatro das quais ficaram em prisão preventiva.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, discorda da forma como o processo foi gerido: "A comunicação poderia e deveria ter sido diferente porque, em matérias de Estado, não faz sentido as pessoas serem informadas através da comunicação social", disse este sábado, em declarações à RTP, à margem da sua participação no congresso do PSD, na Anadia.