Rússia admite proibir exportações de gasóleo após ataques ucranianos

Rússia admite proibir exportações de gasóleo após ataques ucranianos

  • 23/06/2026 18:52
  • Redação

Porém, um jornal noticiou a possibilidade de importação de combustíveis para combater a escassez, especialmente na Crimeia, onde foram reforçadas as restrições aos serviços e atividades públicas.

Putin apelou ainda ao Governo para que adote medidas adicionais destinadas a minimizar as consequências desses ataques.

Diversas regiões da Rússia, o terceiro maior produtor mundial de petróleo bruto, relataram restrições na venda de combustíveis, aumento dos preços dos produtos petrolíferos e longas filas nos postos de abastecimento.

A Rússia exporta normalmente vários produtos petrolíferos, além do petróleo bruto. No entanto, os ataques ucranianos às suas refinarias obrigaram o país a proibir as exportações de gasolina e combustível de aviação.

Um jornal russo informou que a hipótese de importação de combustíveis foi discutida numa reunião presidida por Alexander Novak na segunda-feira.

Falando numa reunião governamental transmitida pela televisão e presidida por Putin, Novak afirmou que a Rússia está a considerar a introdução de uma proibição das exportações de gasóleo e alterações à legislação fiscal para apoiar o mercado interno de combustíveis.

Novak acrescentou que as companhias petrolíferas adiaram trabalhos de manutenção nas refinarias e estão a recorrer às reservas de combustível para satisfazer a procura.

"Estamos a utilizar reservas que anteriormente não eram mobilizadas e estamos também a incentivar um aumento do fornecimento de volumes adicionais para o mercado interno. Foram preparadas alterações relevantes à legislação fiscal em coordenação com o Governo", afirmou.

As exportações russas de gasóleo e outros destilados por via marítima aumentaram 8% em Abril, para cerca de 3,25 milhões de toneladas métricas, face a Março, embora tenham ficado apenas ligeiramente abaixo dos 3,3 milhões de toneladas registados no mesmo mês do ano anterior, segundo dados de fontes do mercado e da LSEG.

  • Fonte: Rádio Renascença
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