Fundação AIS lança campanha de emergência para apoiar cristãos vítimas do terrorismo em Moçambique
- 24/06/2026 11:00
- Redação
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) lançou uma nova campanha de emergência para apoiar os cristãos e as populações vítimas da violência terrorista em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, alertando para a grave crise humanitária que continua a agravar-se na região.
A campanha surge numa altura em que os ataques atribuídos ao grupo Estado Islâmico mantêm a população em permanente insegurança. Um dos episódios mais recentes ocorreu a 30 de abril, quando a missão católica de São Luís de Montfort, em Pemba, foi destruída. A igreja, construída ainda no período colonial, foi reduzida a escombros, tal como a escola primária e o posto de saúde da missão.
Na carta enviada a milhares de portugueses para sensibilizar para esta causa, a diretora do secretariado nacional da Fundação AIS, Catarina Martins de Bettencourt, sublinha que “os terroristas estão a queimar igrejas e aldeias, mas a fé deste povo continua viva”.
Segundo a fundação pontifícia, a Igreja local não dispõe de meios para responder às necessidades de tantas famílias deslocadas, muitas das quais perderam tudo e sobrevivem apenas graças à ajuda humanitária.
A campanha tem como principal objetivo garantir ajuda alimentar às famílias mais vulneráveis. De acordo com a AIS, uma doação de 45 euros permite alimentar uma família durante um mês.
Além do apoio direto às populações deslocadas, os donativos destinam-se também a financiar diversos projetos da Igreja Católica em Moçambique, incluindo o reforço da segurança de comunidades religiosas, a formação de seminaristas e programas de acompanhamento espiritual e psicológico para vítimas da violência.
A Fundação AIS recorda que a presença da Igreja continua a ser fundamental em muitas localidades afetadas pelo conflito, funcionando como rede de apoio para milhares de pessoas que perderam tudo devido aos ataques terroristas.
A campanha já está a decorrer em Portugal e pretende mobilizar a solidariedade dos portugueses para ajudar as comunidades cristãs e as famílias deslocadas a reconstruírem as suas vidas num contexto marcado pela insegurança e pela pobreza extrema.