Dietas, álcool e tabaco. Como está a saúde dos portugueses?
- 24/06/2026 14:30
- Redação
O Inquérito Nacional de Saúde 2025, do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgou esta quarta-feira novos dados que permitem entender o estado de saúde dos portugueses.
Cerca de um milhão e meio de residentes em Portugal consumiram bebidas alcoólicas diariamente no ano passado. Quatro milhões de pessoas bebem álcool regularmente e 1,3 milhões apenas de forma ocasional.
Os maiores consumidores são os homens entre os 45 e os 54 anos. Já os valores mais baixos foram observados entre os jovens dos 15 aos 24 anos
Quanto ao tabaco, 1,4 milhões de pessoas com mais de 15 anos eram fumadoras e 1,3 milhões – a esmagadora maioria – faziam-no diariamente. Ainda assim, a maior parte da população não fuma e 6, 4 milhões de pessoas nunca o fizeram.
Quatro em cada 10 pessoas consomem diariamente legumes e saladas (excluindo sopas, batatas e sumos) e fazem-no uma ou mais vezes por dia.
E verifica-se um aumento gradual das proporções de consumidores diários de legumes e saladas com o avançar da idade.
Quanto ao exercício físico, a maioria da população maior de 15 anos não pratica regularmente qualquer atividade.
Só 5,4% da população o faz de forma diária e 7,9% fazem exercício em cinco a seis dias por semana.
Queixam-se, sobretudo, de dores lombares – um problema que afeta quase um terço da população. Mas também há muita gente com hipertensão arterial, colesterol elevado, dores cervicais ou outros problemas crónicos no pescoço.
Já quanto a idades, as dores lombares e as dores cervicais afetam cada vez mais jovens; já as artroses, a hipertensão e o colesterol elevado impactam sobretudo pessoas mais velhas.
Os dados mostram que a maior parte dos portugueses está contente com a sua saúde oral, no entanto, 1,2 milhões de residentes descreveram a sua saúde oral como “má ou muito má”.
Neste parâmetro, os homens fazem uma avaliação mais positiva do que as mulheres e as avaliações negativas vão aumentando com a idade.
Já as alergias, podemos dizer que são mais democráticas, porque a proporção de pessoas afetadas é relativamente estável ao longo dos vários grupos etários.