Ribeiro Cristóvão homenageado pelo Clube de Jornalistas
- 24/06/2026 14:07
- Redação
Com o Mundial das Américas em andamento, António Ribeiro Cristóvão foi o convidado de honra do Clube de Jornalistas para a 6.ª edição das "Conversas de Jornalistas". Um dos jornalistas com mais presenças em fases finais de campeonatos do mundo, partilhou memórias e refletiu sobre o presente e o futuro da profissão.
Sobre o Mundial 2026, Ribeiro Cristóvão lembra uma frase de um antigo jornalista João Charula de Azevedo: "Desejo o melhor, espero o pior e seja o que Deus quiser".
Já quanto à atualidade do jornalismo, Ribeiro Cristóvão garante que continua a pensar na profissão e a ter "muitos contactos com jornalistas". "Estive com muita gente, ajudei muita gente e dei o meu contributo".
"O jornalismo é uma área muito interessante, muito sensível, às vezes não olhada com a seriedade que devia ser, mas penso que no futuro podem ser melhores", disse.
Numa conversa de duas horas que pretendeu juntar perspectivas de diferentes gerações de jornalistas, Ribeiro Cristóvão juntou histórias de mais de meio século de uma vida profissional intensa, sobretudo na rádio, mas também na televisão.
Foi mais uma homenagem o que é sinal de passado muito preenchido, mas que deixa o fundador da Bola Branca com algumas dúvidas: "Se calhar estamos a caminhar para o fim da estrada".
Ao lado de Ribeiro Cristóvão estiveram Rui Tavares Guedes, diretor da revista Visão, e Cátia Bruno, jornalista no Observador.
Cátia Bruno não tem dúvidas: Ribeiro Cristóvão "é uma referência não só para jornalistas, mas para os portugueses no geral".
Por sua vez, Rui Tavares Guedes deixa duas palavras que caracterizam bem a carreira do homenageado: "seriedade e confiança".