Depois de acordo com o PS, Hugo Soares acusa o Chega de "voltar a borregar"
- 24/06/2026 16:37
- Redação
Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, reconheceu que este é dia “muito importante, não para o PSD, mas para o país” e criticou André Ventura que é "desumano" e “não quer transformar nada”.
“O deputado André Ventura é extremamente vocal a dizer que quer acabar com a subsídio-dependência, é extremamente vocal a dizer que quer acabar com a fraude no acesso aos subsídios, mas na hora da verdade, deixe-me utilizar esta expressão que eu creio que todos os portugueses vão perceber, voltou a borregar” diz Hugo Soares.
“O Chega para lá de ser muito vocal nestas matérias, depois não é capaz de transformar nada, o chega é um partido altamente desumano”, refere Hugo Soares.
E deu como exemplo da desumanidade de André Ventura, pretender que os imigrantes fora do espaço da União Europeia só podiam ter acesso a esta prestação depois de cinco anos contributivos em Portugal.
Hugo Soares exemplificou com um caso concreto: “Imagine que o imigrante que veio para trabalhar morre e tem com ele a mulher e os filhos. O que é que nós vamos fazer a essa mulher que fica sem rendimento? Vamos abandoná-la na pobreza? Vamos atirá-la para a bandidagem?”.
“Isso é profundamente desumano. Nós não podíamos aceitar. Por isso não foi possível fazermos um acordo com o Chega, porque na desumanidade o PSD não entra”, refere Hugo Soares, para explicar porque foi impossível o acordo com André Ventura.
Hugo Soares diz que o PSD não mudou de estratégia e que sempre esteve no “centro moderado” mesmo quando fechou acordos com o Chega.
“O PSD esteve sempre no centro moderado, esteve no centro moderado quando apoiou as alterações à lei da imigração com os resultados que estão à vista, quando alterou a lei da nacionalidade, quando aprovou o regime jurídico das instituições de ensino superior, quando baixa repetidamente os impostos ou quando agora aprova a prestação social única”, garantiu.
Quanto ao pacote laboral, Hugo Soares tem pena que a proposta tenha ficado pelo caminho, mas responsabiliza o Chega: “fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, foi o Chega que veio até a última hora nas negociações connosco e depois, mais uma vez, borregou”.