Venezuela. "O meu teto começou a girar e a desabar. Parecia que ia tudo cair"

Venezuela. "O meu teto começou a girar e a desabar. Parecia que ia tudo cair"

  • 25/06/2026 03:10
  • Redação

“Moro numa casa de dois andares e estava lá em cima, no sofá, prestes a ler um livro, quando, de repente, o teto começou a girar e a desabar. E o barulho, o barulho, parecia que tudo ia cair em cima de mim, eu não sabia o que fazer, fui até à janela gritar: «Saiam, saiam, saiam»”, relembra Fátima Pontes, luso-venezuelana, que vive em Valencia, a 150 quilómetros de Caracas, capital da Venezuela.

Fátima, professora universitária, diz que só quando recuperou do grande susto foi capaz de “descer as escadas de casa e ir buscar as chaves para sair para a rua”.

Na rua, Fátima encontrou “uma senhora portuguesa que temos aqui, uma senhora com já 95 anos, que teve de descer do segundo andar”.

Fátima Pontes lembrou que já em 1985 houve outro terramoto muito forte em Caracas, mas o que agora aconteceu “não foi nada normal”, “não foi um tremor qualquer, foram dois terramotos, de 7,1 e 7,5”.

Sobre a possibilidade de Tsunami, a portuguesa disse que se falou muito da hipótese, “o mar baixou, a maré baixou, baixou, baixou, baixou muito”. No entanto, as última notícias são de que a situação não se deve colocar.

Desolada, a professora universitária, diz que a faculdade em que trabalha está destruída, e critica a ação tardia das autoridades publicas.

“Ficámos sem luz, ficámos sem Internet, ficámos sem telemóvel. Neste momento, enquanto o senhor está a ligar, estou a tentar carregar o telemóvel, porque não tínhamos energia”, remata Fátima Pontes.

  • Fonte: Rádio Renascença
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